- A Nestlé passou a descrever as barras Toffee Crisp e Blue Riband como envoltas em cobertura com sabor de chocolate ao leite, após reformulações devido ao aumento dos custos de ingredientes.
- No Reino Unido, para ser chamado de chocolate ao leite é exigido ter no mínimo vinte por cento de cacau e vinte por cento de leite; os produtos passaram abaixo desses padrões por conterem mais gordura vegetal barata.
- As mudanças foram desenvolvidas com testes sensoriais e não há planos de alterar outras linhas de chocolate.
- A empresa informou que houve aumentos significativos no custo do cacau nos últimos anos e que continua buscando eficiência para absorver custos.
- A McVitie’s também reduziu o cacau em Club e Penguin, deixando-os com sabor de chocolate em vez de chocolate real.
Nestlé confirmou que alguns de seus doces no Reino Unido passaram a ser descritos como envoltos em uma cobertura de sabor de chocolate, em vez de chocolate real. A mudança afeta Toffee Crisp e Blue Riband, com justificativa ligada ao aumento de custos de ingredientes. A descrição passou a indicar apenas sabor de chocolate, sem a classificação de chocolate verdadeiro.
Segundo a empresa, as alterações foram minuciosamente desenvolvidas e submetidas a testes sensoriais. Não houve planos de alterar as receitas de outros produtos de chocolate. A Nestlé afirmou também que os aumentos de custo de cacau foram decisivos para a reformulação.
A notícia também aponta que outras marcas sob o guarda-chuva do grupo reduziram o cacau em suas fórmulas. McVitie’s, por exemplo, diminuiu o teor de cacau em Club e Penguin, tornando-os apenas com sabor de chocolate. Essas mudanças ocorrem em meio a altas nos preços de chocolate.
Contexto de mercado e motivações
Especialistas apontam que os custos de cacau subiram expressivamente nos últimos anos, com menores safras em Gana e Costa do Marfim. Condições climáticas extremas e variabilidades de temperatura contribuíram para o encarecimento dos insumos.
Dados de mercado indicam que o preço do chocolate subiu cerca de 18,4% em relação ao ano anterior, segundo analistas de pesquisa de mercado. A Nestlé e outras empresas dizem buscar maior eficiência para absorver parte desse custo, sem prejuízo direto de competitividade.
O que mudou na prática
As mudanças não afetam apenas a nomenclatura: a percepção do produto diante do consumidor pode ser impactada pela diferença entre chocolate real e sabor de chocolate. A Nestlé ressalta que as alterações não visam reduzir qualidade, mas adaptar-se a um cenário de custos elevados.
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