- Santorini tem tradição vitivinícola milenar. Estima-se que já houve entre 3.000 e 4.000 ha de vinhedos; hoje restam cerca de 1.000 ha, majoritariamente em pequenas holdings familiares.
- Nas últimas três safras, a estiagem e o calor elevaram o baixo rendimento a níveis recordes.
- Enquanto a demanda turística aumenta, hotéis e vilas ocupam terras de vinhedos, comprimindo a produção de Assyrtiko.
- O vinho Assyrtiko de Santorini está sob pressão, pois o turismo impulsiona a ocupação de áreas antes dedicadas à viticultura.
- Em resumo, a atividade vinícola enfrenta um cenário de declínio de área cultivada e de produção, agravado pelo uso turístico do solo.
Nos últimos três anos, a ilha de Santorini vive um cenário inesperado para uma região vitivinícola milenar. A produção de Assyrtiko atingiu mínimos históricos devido a estiagens prolongadas e ao calor intenso. Enquanto o turismo ganha força, a demanda por hotéis e vilas cresce, ocupando terras que antes recebiam vinhedos.
Santorini, famosa por suas vinhas em terrazas vulcânicas, mantém hoje cerca de 1.000 hectares de vinha, frente aos 3.000–4.000 ha estimados no passado. Grande parte da área está distribuída em pequenas propriedades familiares, que enfrentam maior vulnerabilidade diante das mudanças climáticas.
A combinação de seca e altas temperaturas compromete rendimentos e a disponibilidade de uvas para o tradicional Assyrtiko, a principal exportação de vinho grego. Paralelamente, a expansão do setor turístico pressiona o uso do solo, reduzindo o espaço cultivado para a produção local.
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