- Morrisons adiou suas metas de emissões líquidas para 2050, atraso de quinze anos, tornando-se a primeira rede de supermercados do Reino Unido a adiar esse objetivo.
- As novas metas vão cobrir toda a cadeia de suprimentos e as operações nas lojas, incluindo emissões da agricultura e do uso da terra.
- Emissões upstream e downstream passarão a ser contabilizadas, com metas adicionais para florestas, terras e agricultura, reforçando a colaboração setorial.
- A empresa afirma que a mudança não significa flexibilização das metas e destaca o papel da cooperação entre setores para alcançar o net zero.
- Contexto: Morrisons é a quinta maior rede britânica; em 2021 houve aquisição de £7 bilhões pela Clayton, Dubilier and Rice; governo britânico mira net zero até 2050, com budgets intermediários.
Morrisons, a quinta maior rede de supermercados do Reino Unido, adiou suas metas de emissões líquidas para 2050, um atraso de 15 anos. A mudança envolve toda a cadeia de suprimentos, além das operações nas lojas, incluindo agricultura e uso do solo.
A decisão também amplia a contabilização de emissões para cima e para baixo na cadeia. Novas metas cobrirão florestas, terras e agricultura, reforçando a necessidade de colaboração setorial para atingir os objetivos.
Metas estendidas para toda a cadeia
A empresa afirma ter reduzido 22% das emissões totais desde 2019, por meio de mudanças operacionais, eficiência energética e logística de baixo carbono, além de colaborar com fornecedores. Não houve sinalização de flexibilização das metas.
Andrew Edlin, chefe de sustentabilidade, ressaltou que a validação reforça o compromisso com o objetivo de 2050 em toda a cadeia de valor, incluindo emissões incidentes na produção de produtos, lojas, transporte e fim de vida. A colaboração setorial é destacada.
Contexto regulatório e mercado
O governo britânico, com Ed Miliband à frente do setor de energia, mantém a meta de net zero até 2050, com budgets intermediários. A medida ocorre em meio a esforços de recuperação de Morrisons, após a aquisição de 7 bilhões de libras pela Clayton, Dubilier and Rice em 2021.
A rede enfrenta pressão no mix de mercado, já que o Lidl avança e pode superar Morrisons como quinto maior operador. A participação de Morrisons fica em 8,3%, enquanto o Lidl registra 8,1% do varejo de alimentos no país.
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