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Aneel inicia processo para encerrar contrato com Enel em SP

Aneel abre processo que pode caducar contrato com Enel após novo apagão em São Paulo, com reunião no Palácio dos Bandeirantes e queda de ações

Estabelecimento no Bom Retiro (São Paulo-SP) sem luz. (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)
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  • Aneel iniciou nesta quarta (17) procedimentos que podem levar à caducidade do contrato com a Enel, após a última interrupção no fornecimento em São Paulo.
  • O processo faz parte do monitoramento aberto após o apagão de outubro de 2024, considerado grave; a caducidade foi solicitada pelos governos municipal e estadual ao Ministério de Minas e Energia após o vendaval que deixou mais de 2,2 milhões sem luz.
  • A Enel foi multada pelo Procon-SP em R$ 14,2 milhões pelo novo apagão; a avaliação aponta possível reincidência de falhas no restabelecimento do serviço, com fiscalização em conjunto pela Aneel e Arsesp.
  • O avanço foi apresentado em reunião no Palácio dos Bandeirantes, com a presença do governador, do prefeito de São Paulo e do ministro, além de representantes da Aneel.
  • Se a caducidade for confirmada, a recomendação será encaminhada ao Ministério de Minas e Energia para decisão final; a Enel afirma ter atuado para mitigar os impactos e que o fornecimento voltou à normalidade em parte.

A Aneel abriu, nesta quarta-feira, 17, procedimento que pode levar à caducidade do contrato com a Enel, após a mais recente interrupção no fornecimento de energia em São Paulo. O caso faz parte do monitoramento iniciado em outubro de 2024, depois do apagão considerado grave pela reguladora.

A caducidade foi solicitada pelos governos municipal e estadual ao Ministério de Minas e Energia, após o vendaval que deixou mais de 2,2 milhões de consumidores sem luz. A Enel foi multada pelo Procon-SP em 14,2 milhões de reais pela perda de energia. A avaliação técnica aponta possível reincidência de falhas no restabelecimento.

A fiscalização ocorre em conjunto com a Arsesp, órgão regulador estadual. A Aneel reforça que o tema envolve a continuidade do serviço aos consumidores paulistas e a confiabilidade da distribuidora. O processo tramita com base no histórico de interrupções desde 2023.

Impacto político e financeiro

A reunião sobre o tema ocorreu no Palácio dos Bandeirantes, com a presença do governador Tarcísio de Freitas, do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e do ministro Alexandre Silveira. Representando a Aneel, o diretor Gentil Nogueira apresentou o estágio da fiscalização.

As ações da Enel na bolsa italiana registraram queda de mais de 1,5% ao longo do pregão, em função das incertezas sobre o contrato. A medida de caducidade depende de decisão final do Ministério de Minas e Energia, após a recomendação da Aneel.

Aneel descreve que os apagões sucessivos geram dúvidas sobre a capacidade da concessionária de garantir o serviço de forma estável. Em nota, a agência reafirma atuação diligente em respeito ao processo legal e ao interesse público.

Posicionamento da Enel

A Enel sustenta que as condições climáticas contribuíram para os problemas na rede elétrica, com quedas de galhos e objetos arrastados pelos ventos. A empresa afirma ter mobilizado quase 1.800 equipes para atender aos impactos nos dias do evento.

Segundo a concessionária, o restabelecimento ocorreu na noite de domingo, 14, e as equipes continuam atuando para casos posteriores ao ciclone. A Enel ressalta que trabalha para mitigar danos e reduzir impactos aos clientes.

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