- A Black Friday 2025 abriu mão de descontos pontuais em favor de cashback e marketplaces internacionais, com 345,7 milhões de instalações de apps entre 24 e 29 de novembro e crescimento maior em apps sem promoções.
- Marketplaces internacionais dominaram os downloads: Temu liderou com +108 milhões, seguido por Shein (+51,4 milhões) e Amazon Shopping (+38,5 milhões).
- Apesar do volume de instalações, Temu e Shein não converteram proporcionalmente em vendas; Amazon manteve estabilidade, com avaliações de apps majoritariamente positivas (82% com cinco estrelas).
- Cashback e cupons ganharam espaço: Méliuz e Créditos Vibe tiveram alta retenção e engajamento, indicando procura por vantagens contínuas em vez de promoções pontuais.
- Para 2026, a expectativa é de maior competição internacional sobre marketplaces locais, expansão de categorias como Cashback e Moda, e foco em personalização, fidelidade e logística.
A Black Friday 2025 no Brasil mostrou uma mudança de comportamento no consumo móvel. Dados de inteligência mobile indicam que descontos pontuais perderam relevância, enquanto cashback e marketplaces internacionais ganharam destaque entre 24 e 29 de novembro. A movimentação ocorreu em meio a uma possibilidade de fidelização e logística mais eficientes. O estudo aponta que consumidores passaram a testar novos players e a punir fricções rapidamente.
O levantamento da RankMyApp acompanhou 345,7 milhões de instalações de apps de compras no período. Em média, apps com foco em promoções cresceram apenas 0,7%, enquanto os que não enfatizaram ofertas cresceram 1,2%. O cenário contrasta com o padrão histórico da data, sugerindo evolução do comportamento de compra.
Marketplaces internacionais lideram downloads
Durante a Black Friday 2025, plataformas internacionais dominaram o ritmo de instalações. Temu teve o maior ganho, com 108 milhões de instalações, seguido pela Shein, com 51,4 milhões. A Amazon Shopping cresceu 38,5 milhões, enquanto AliExpress teve 28,3 milhões.
Mercado Livre somou 22,4 milhões de downloads; Shopee teve 12,4 milhões. Envolveu ainda eBay e Magalu, com 7,1 milhões e 6,1 milhões, respectivamente. Mesmo com o volume, Temu e Shein não converteram downloads em vendas na mesma intensidade. A Amazon manteve estabilidade, apoiada por logística.
Desempenho diverso e percepção de marcas
Avaliações do Temu e da Shein indicaram dificuldade de transformação em compras, ao passo que a Amazon manteve reputação estável com base em entrega e confiabilidade. As avaliações de 5 estrelas representaram 82% para o aplicativo Amazon, segundo o levantamento.
Mercado Livre e Magalu permaneceram competitivos pela confiança do consumidor e pela capacidade de entrega. A pesquisa aponta que fidelidade e logística pesaram mais do que descontos pontuais na decisão de compra.
Cashback e cupons ganham espaço
Outra tendência relevante foi o desempenho nos cashback e cupons. Méliuz e Créditos Vibe apresentaram alta retenção e engajamento durante o período, indicando preferência por benefícios contínuos em vez de estímulos únicos.
O movimento sugere consumidores mais planejados, que valorizam vantagens recorrentes e programas de fidelidade. Essa mudança pode influenciar a estratégia de varejo digital em 2026.
Perspectivas para 2026 e desdobramentos
A RankMyApp aponta três contornos para o próximo ano: maior pressão de marketplaces internacionais sobre varejistas locais, expansão de categorias como cashback e moda, e a intensificação da personalização. Programas de fidelidade, melhoria logística e sistemas de recomendação devem aumentar a vantagem competitiva no varejo móvel.
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