- A Cadre Holdings, liderada por Warren Kanders, fabrica coletes balísticos, trajes antibomba e gás lacrimogêneo, com histórico de controvérsias públicas, incluindo o Whitney Museum em 2019.
- A empresa ampliou atuação para segurança nuclear e remediação, com aquisições entre 2024 e 2025 (Alpha Safety, Carr’s Engineering, TYR Tactical) e crescimento de receita.
- O segmento nuclear já responde por cerca de 17% da receita da Cadre e impulsiona boa parte da valorização das ações no ano.
- Contratos com governos representam mais de dois terços da receita; em 2025, contratos federais cresceram quase 20%, incluindo um acordo de US$ 50 milhões com o Departamento de Defesa dos EUA.
- Kanders detém 28% da Cadre e possui outras apostas, como a Fisica e a Clarus Corp, com foco crescente em soluções ligadas ao nuclear e à proteção de infraestrutura.
Warren Kanders, ex-banqueiro que alavancou a Cadre Holdings, lidera uma empresa de defesa com foco em coletes, trajes antibomba e gás lacrimogêneo. A Cadre ampliou presença no setor de segurança nuclear, buscando novas frentes de atuação.
Desde 2024, a Cadre tem adquirido empresas como Alpha Safety, Carr’s Engineering e TYR Tactical, fortalecendo capacidades em proteção, robótica e gestão de resíduos nucleares. Em 2025, contratos federais chegam a US$ 50 milhões, elevando a receita.
A expansão nuclear ganhou peso e tornou-se a área de maior crescimento da Cadre, respondendo por parte relevante da receita e valorização das ações. O investimento personalíssimo de Kanders já o colocou no clube dos bilionários.
Aposta nuclear
A Cadre passou a investir em remediação e instrumentação nuclear, com operações em Sellafield, Reino Unido, e projetos de limpeza de resíduos nos EUA. Em março de 2024, adquiriu a Alpha Safety por US$ 107 milhões e, em abril, a Carr’s Engineering por US$ 90 milhões.
O portfólio nuclear da Cadre já representa cerca de 17% da receita, segundo a CJS Securities. Mesmo com esse peso, os produtos tradicionais — coletes, gás lacrimogêneo e equipamentos de contenção — seguem correspondendo à maior parte das vendas da empresa.
A estratégia de Kanders tem impulsionado o valor das ações da Cadre e ampliou o raio de atuação para forças militares de países europeus, incluindo Dinamarca, Holanda e Suécia, com a aquisição da TYR Tactical por US$ 175 milhões.
Timing de mercado
Ao longo da carreira, Kanders destacou o timing como parte central de seus negócios, com histórico de aquisições e desinvestimentos que moldaram o setor de defesa. A Cadre registrou lucro de US$ 36 milhões em 2024, com receita total de US$ 568 milhões.
Nos primeiros nine meses de 2025, a empresa viu a receita crescer 13% frente ao mesmo período do ano anterior, com cerca de 60% do aumento vindo da área nuclear. Vendas ligadas a contratos federais tiveram crescimento próximo de 20%.
Kanders detém 28% da Cadre, que tem contratos com governos federal, estaduais e municipais. Em entrevista, ele reafirmou que a empresa consolida suporte a diferentes esferas governamentais, sem detalhar os contratos específicos.
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