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Chico Rei transforma brasilidade em negócio milionário

Após captação de quase R$ 6 milhões, Chico Rei lança a plataforma white label Uma Penca, mirando o Mercado Livre dos personalizados e expansão rápida

Bruno Imbrizi, fundador da marca de camisetas Chico Rei
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  • Chico Rei, fundada em 2008 em Juiz de Fora (Minas Gerais) por Bruno Imbrizi, levou camisetas a um negócio de dezenas de milhões de reais, com receita projetada de R$ 35 milhões para 2025.
  • Em 2025, a empresa produziu mais de 600 mil camisetas e 32 mil itens, teve cerca de 180 mil pedidos e mais de 1 milhão de clientes ativos, com taxa de recompra acima de 65%.
  • A verticalização da produção e o e-commerce sustentam o crescimento, com lojas próprias em Minas Gerais e planos para abrir no Rio de Janeiro, São Paulo e outras regiões até 2026; surgiu a plataforma Uma Penca, de print-on-demand, para terceiros.
  • No fim de 2024, Uma Penca levantou quase R$ 6 milhões em rodada liderada pelo Grupo Gaia, avaliando o negócio em R$ 20 milhões e ganhando mais de 300 novos sócios; já soma mais de 18 mil lojas cadastradas.
  • Há também um projeto social: unidade de produção dentro da Penitenciária Professor Ariosvaldo Campos Pires, que responde por cerca de 15% das camisetas, investindo R$ 370 mil e beneficiando mais de 110 internos.

A Chico Rei, criada por Bruno Imbrizi, saltou de um sonho de estudante de artes para um negócio que movimenta dezenas de milhões de reais. A marca transforma camisetas com brasilidade em produto de escala nacional. Recém-emitida, uma rodada de captação impulsionou o plano de virar o “Mercado Livre dos personalizados”.

Fundada em 2008, em Juiz de Fora (MG), a Chico Rei evoluiu de um espaço criativo para uma operação integrada. Em 2025, a empresa projeta receita de cerca de R$ 35 milhões, com crescimento de 30% em relação a 2024. A produção é majoritariamente nacional.

Em 2025, a empresa produziu mais de 600 mil camisetas e 32 mil itens adicionais, gerando cerca de 180 mil pedidos. A base de clientes ativos já supera 1 milhão, com taxa de recompra superior a 65%. O e-commerce permanece o motor principal.

A verticalização da produção sustenta o crescimento sem perder a identidade. A empresa atua com algodão certificado do Nordeste e finalização em Juiz de Fora. Além das lojas próprias em Minas, há planos para abrir unidades no Rio de Janeiro e em São Paulo em 2025.

Estrutura vira produto

Com o volume de criações, surgiu a Uma Penca, plataforma de print-on-demand que oferece produção, tecnologia, logística e atendimento para terceiros. A ideia é permitir que outras marcas usem a estrutura em modelo white label.

Segundo Imbrizi, a Uma Penca é unidade escalável e pode superar a Chico Rei. A plataforma já tem mais de 18 mil lojas cadastradas, entregou 40 mil produtos e fatura cerca de R$ 5 milhões. O investimento foi de aproximadamente R$ 6 milhões, no fim de 2024.

O grupo Gaia liderou a rodada, avaliando o negócio em R$ 20 milhões e trazendo mais de 300 novos sócios. O objetivo é acelerar a expansão, investir em tecnologia e ampliar o portfólio, mirando um crescimento de 5 a 8 vezes nos próximos anos.

Crescer sem romper com a origem

A Chico Rei mantém foco social como parte do DNA. A empresa trabalha com produtores locais e mantém uma unidade de produção instalada dentro da Penitenciária Professor Ariosvaldo Campos Pires, em MG, que responde por cerca de 15% das camisetas.

Desde o início, o projeto recebeu cerca de R$ 370 mil em investimentos, capacitando mais de 110 internos. Parte dos trabalhadores integra a fábrica externa após cumprir a pena, mantendo o objetivo de inserir pessoas no mercado de trabalho.

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