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Cripto: próxima fase é utilidade, não ação de preço, diz CoinShares

2025 revela utilidade prática impulsionando cripto de volta à economia real; 2026 deve consolidar adoção e serviços tokenizados

Crypto ETPs
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  • Em 2025, o mercado de ativos digitais teve desempenho excepcional, com Bitcoin atingindo novas cotas históricas e retorno do debate institucional e midiático em tom mais construtivo.
  • O setor mostrou que as criptomoedas não operam mais fora do sistema financeiro tradicional, integrando-se à infraestrutura financeira e buscando utilidade prática.
  • A maturidade ficou marcada pela ênfase em protocolos e aplicações que resolvem problemas econômicos reais, em vez de movimentos especulativos.
  • Em 2026, a adoção deve se intensificar, com produtos de poupança baseados em apps competindo com depósitos bancários e serviços de liquidação, custódia e negociação de stablecoins em fintechs e bancos.
  • Regulação avançou, especialmente nos Estados Unidos, com avanços que clarificam estruturas para stablecoins e ativos tokenizados, enquanto na Europa a ênfase é em implementação estável para atrair capital institucional.

O mercado de ativos digitais teve desempenho excepcional em 2025, conforme avaliação da CoinShares. O bitcoin atingiu novas máximas históricas e a cripto passou a figurar com maior frequência no debate institucional e midiático, em tom mais construtivo do que no período de 2022–2023.

Segundo a CoinShares, a volatilidade e os eventos de liquidação em diferentes momentos lembraram que a classe de ativos permanece jovem. Mesmo assim, as bases construídas ao longo dos anos tornaram-se mais robustas e úteis, não apenas especulativas.

Economia tradicional e utilidade prática

A empresa aponta que os ativos digitais deixaram de operar fora do sistema financeiro tradicional. Estão cada vez mais integrados à infraestrutura financeira, ampliando funções em vez de substituí-la. Progresso significativo ocorreu tanto em tecnologia quanto em adoção.

O foco passou a ser utilidade real: protocolos e aplicações que resolvem problemas econômicos concretos. Em destaque, plataformas que conectam redes blockchain a provedores estabelecidos e aplicações de previsões reguladas em determinadas jurisdições já operam com viabilidade de produto.

Caminho para 2026

Para 2026, a CoinShares enfatiza que a adoção deve superar novidades macroeconômicas. Mesmo com eventuais gatilhos vindos de políticas monetárias, o ritmo de uso e a escala de serviços devem exigir maior participação institucional.

A projeção é de início gradual de produtos de poupança digitais com apelo varejo, competição com depósitos bancários e expansão de serviços de stablecoins, custódia e negociação por fintechs, bancos e plataformas de pagamento.

Regulação como acelerador

A CoinShares destaca avanços regulatórios relevantes, especialmente nos EUA, com definições mais claras para stablecoins e ativos tokenizados. Na Europa, a aposta é em implementação estável e pragmática para atrair capital institucional de longo prazo.

A instituição ressalta que o objetivo é tornar a inovação segura o suficiente para escalar, não impor restrições excessivas que freem o avanço.

Perspectiva de longo prazo

Conforme o mercado amadurece, a próxima fase tende a privilegiar função econômica sobre narrativa especulativa. O bitcoin é visto como ativo global não soberano, enquanto stablecoins devem funcionar como trilhos de liquidação para uma economia mais digital e internacional.

Tokenizações de produtos financeiros avançam do piloto para emissão real, e o ecossistema de finanças descentralizadas se aproxima de uma função parecida com a financeira tradicional, apenas com tecnologia diferente.

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