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Codelco e SQM criam grande empresa chilena para exploração de lítio

Codelco e SQM formam Nova Andino Litio SpA para explorar lítio no Salar do Atacama até 2060, com aumento de produção de 300 mil t/ano

Foto: Pablo Vera/AFP
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  • Codelco e SQM anunciaram a criação da Nova Andino Litio SpA, uma parceria público-privada para explorar lítio no Salar do Atacama até 2060.
  • A operação visa desenvolver atividades de exploração, extração, produção e comercialização do lítio no Salar do Atacama.
  • A aliança recebeu aprovação de mais de vinte órgãos reguladores nacionais e internacionais, incluindo entidades do Brasil, China, Arábia Saudita e União Europeia.
  • A produção deve aumentar em cerca de trezentas mil toneladas por ano no Salar do Atacama.
  • O governo chileno ficará com cerca de setenta por cento da margem operacional entre dois mil e vinte e cinco e dois mil e trinta, passando a oitenta e cinco por cento a partir de dois mil e trinta e um.

A Chile saiu na frente ao anunciar a criação de uma gigante empresa para explorar lítio no Salar do Atacama. A parceria envolve a estatal Codelco e a mineradora SQM, com atuação até 2060, após aprovação regulatória internacional. A iniciativa busca ampliar a produção do metal usado em baterias de carros elétricos.

Chamado Nova Andino Litio SpA, o acordo foi formalizado neste sábado, 27, e envolve atividades de exploração, extração, produção e comercialização. A iniciativa recebeu autorização de mais de 20 organismos regulatórios, nacionais e internacionais, incluindo autoridades do Brasil, China, Arábia Saudita e União Europeia.

A meta é aumentar a produção no Salar do Atacama em cerca de 300 mil toneladas por ano. Em 2022, o Chile produziu 243,1 mil toneladas de lítio. A parceria prevê que o Estado chileno fique com 70% da margem operacional entre 2025 e 2030, subindo para 85% a partir de 2031.

A SQM, controlada com participação chinesa, integra a operação ao lado da Codelco, maior produtora mundial de cobre. O projeto está alinhado à Estratégia Nacional do Lítio, anunciada em 2023 pelo governo de Gabriel Boric, que visa recuperar liderança global na produção do metal.

Em 2024, o lítio representou 3% das exportações chilenas, segundo dados oficiais. A iniciativa é descrita pela própria Codelco como uma das tomadas mais relevantes na história empresarial do Chile, ampliando o papel do país como ator central no mercado global de lítio.

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