- Em 2026 espera-se a execução de iniciativas anunciadas, com poltronas premium da American Airlines em larga escala e ampliação de produtos premium, além de aeroportos reconfigurados com lounges mais acessíveis.
- Fusões importantes devem avançar: Air France-KLM com SAS; Lufthansa com ITA Airways; Korean Air com Asiana, com impactos previstos para o setor.
- Terminais novos e melhorias em aeroportos: JFK e Seattle-Tacoma ganharão novas estruturas, com foco em experiências de lounge e espaços mais atrativos.
- Geopolítica e vistos: ETIAS entra em operação no quarto trimestre na União Europeia; nos Estados Unidos, propostas de mudanças para vistos/ESTA podem afetar o turismo.
- Perspectivas do mercado: a IATA projeta aumento de tráfego de 4,9% em 2026, com crescimento mais lento em voos de menor tarifa e expansão de rotas pela Alaska, United e companhias europeias.
2026 deve ser o ano de execução de iniciativas anunciadas para elevar a experiência de viagem, ampliar lounges e consolidar fusões no setor. O foco está em premiumização de assentos, reconfiguração de aeroportos e novas rotas. Geopolítica, inflação e demanda continuam influentes.
Devon May, diretor financeiro da American Airlines, afirma que 2026 será o ano de implementação das promessas feitas. A companhia lançou poltronas Flagship em voos selecionados e planeja ampliar a oferta para dezenas de aeronaves até o fim do próximo ano.
Dados da IATA apontam demanda robusta por viagens em classes premium, especialmente na Ásia, Europa e América do Norte. A tendência é sinalizada mesmo com a inflação e o aumento de custos de vida que afetam o orçamento de viagens globalmente.
Premium para o consumidor
A expectativa é de que produtos premium alcancem maior disponibilidade, não apenas em algumas aeronaves. A American, JetBlue, Southwest e Swiss Air devem ampliar salas VIP e confortos na frente das cabines, conforme previsões de fins de 2026.
A Southwest planeja vender pela primeira vez assentos com mais espaço para as pernas em janeiro, com o CEO citando a atuação em redes de salas VIP como próximo passo. A tendência envolve assentos, entretenimento e serviços.
A indústria destaca que lounges de aeroporto se tornam mais acessíveis, com redes locais de alimentação e arte, além de áreas ao ar livre em alguns terminais. O conceito é visto como uma evolução do lounge para todos.
Fusões e consolidação
A indústria sinaliza mudanças significativas com fusões em 2026. A Air France-KLM busca o controle majoritário da SAS Scandinavian Airlines, visando integração de programas de fidelidade e alianças transatlânticas.
A Lufthansa avança com a integração da ITA Airways, com fusão de milhas e participação na aliança com a United e a Air Canada até 2026. A Itália pode ver a ITA em voos de Roma a Houston a partir de maio.
Na Ásia, a Korean Air pretende concluir a integração da Asiana em 2026, unificando fidelidade e horários. Nos EUA, a Alaska Airlines permanece próxima de concluir fusão com a Hawaiian Airlines, com migração de reservas prevista.
Situação regulatória e geopolítica
A UE deve lançar o ETIAS no quarto trimestre, obrigando cadastro prévio para viajantes isentos de visto, com taxa de 20 euros. Nos EUA, propostas discutem ampliar dados de redes sociais e e-mails para a ESTA, o que pode afetar turismo internacional.
Dados de 2025 indicam queda de chegadas internacionais aos EUA para 85% dos níveis de 2019, com recuperação prevista para 2026 a 89%. A incerteza fiscal também preocupa, com possibilidade de paralisação do governo em 2026.
Perspectivas de tráfego e rotas
A IATA prevê crescimento de 4,9% no tráfego mundial de passageiros em 2026. A Alaska inaugura rotas para a Europa, incluindo Seattle–Roma em abril e Reykjavik–Londres em maio. A United expande para Santiago de Compostela e Split no verão.
Outras companhias vão ampliar atuação, como a Aegean com voos Atenas–Nova Déli e Mumbai, e a Iberia com rotas diretas para Brasil, Canadá e EUA. A Air Canada conectará Toronto ao aeroporto LaGuardia pela primeira vez.
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