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Déficit primário de R$ 14,42 bilhões em novembro é divulgado

Déficit primário de R$ 14,420 bilhões em novembro supera previsões do mercado, impulsionado por juros e benefícios sociais; acumulado de 2,2% do PIB

Setor público registra déficit primário de R$ 14,420 bilhões em novembro de 2023 - Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
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  • O déficit primário do setor público foi de R$ 14,420 bilhões em novembro, acima do esperado pelo mercado.
  • Houve piora em relação a outubro, quando o déficit ficou em R$ 4,4 bilhões.
  • No acumulado do ano, o déficit soma R$ 144,2 bilhões, equivalente a 2,2% do Produto Interno Bruto (PIB).
  • O Banco Central aponta que o resultado ficou pressionado por despesas maiores, principalmente com juros e benefícios sociais, e por receitas menores que o previsto.
  • O governo sustenta o compromisso com a responsabilidade fiscal; as autoridades destacam a necessidade de continuidade das reformas para a estabilidade macroeconômica.

O setor público registrou déficit primário de 14,420 bilhões de reais em novembro, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira. O resultado veio abaixo das projeções do mercado para o mês.

A leitura oficial aponta que o mês apresentou piora frente a outubro, quando o déficit ficou em 4,4 bilhões de reais. No acumulado do ano, o déficit primário soma 144,2 bilhões de reais, equivalente a 2,2% do PIB.

O déficit é obtido pela diferença entre as receitas e as despesas, excluindo os gastos com juros. O governo descreve o objetivo de reduzir esse déficit ao longo do tempo para retornar ao equilíbrio fiscal.

Causas do resultado e próximos passos

Dados do BC indicam que o gasto aumentou, com destaque para juros da dívida e benefícios sociais. A arrecadação ficou menor que o esperado, contribuindo para o pior desempenho.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, reiterou o compromisso com a responsabilidade fiscal e com a sustentabilidade das contas públicas. O Banco Central enfatizou a necessidade de continuidade das reformas para estabilidade macroeconômica.

O BC ressalta que a piora de novembro reforça a importância de ajustes fiscais e de políticas econômicas para sustentar o crescimento. O déficit primário, por ora, mantém o foco na trajetória de ajuste gradual.

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