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BC informou ao MPF sobre fraudes do Master e riscos de reversão da liquidação

BC afirma ter comunicado irregularidades ao MPF e que reverter a liquidação do Master traria riscos ao sistema financeiro

Decisão técnica do Banco Central que liquidou o Master é alvo de pressão em Brasília. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
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  • O Banco Central afirmou ter comunicado ao Ministério Público Federal indícios de condutas fraudulentas no Banco Master, relacionado à gestão, operações simuladas e uso de artifícios para parecer legalidade.
  • O BC informou ao Tribunal de Contas da União que o Master foi liquidado extrajudicialmente em 25 de novembro por crise de liquidez grave e descumprimento de normas.
  • Segundo o BC, os recursos do Master foram reciclados por meio de uma cadeia de fundos e sociedades interpostas, o que viola transparência e segregação fiduciária e pode configurar fraude.
  • A instituição defendeu que a reversão da liquidação traria riscos graves à saúde do sistema financeiro e que novas negociações, como com o Banco de Brasília, foram rejeitadas após suspeitas sobre o modelo do Master.
  • O documento também sustenta que a liquidação foi a medida indispensável para proteção da poupança e do sistema financeiro, após considerar todas as alternativas.

O Banco Central informou ao Tribunal de Contas da União sobre irregularidades no Banco Master e afirmou que reverter a liquidação traria riscos ao sistema financeiro. A comunicação também relata que condutas possivelmente criminosas foram levadas ao Ministério Público Federal. A liquidação ocorreu em 25 de novembro.

Segundo o BC, o Master enfrentava “profunda e crônica crise de liquidez” e descumpria normas regulatórias de forma reiterada. No mesmo dia da liquidação, o BC anunciou nova comunicação de crime ao MPF por indícios de gestão fraudulenta, operação simulada e uso de artifícios para dar aparência de legalidade a operações sem substância econômica.

O documento descreve recursos do Master sendo reciclados via uma cadeia de fundos e sociedades interpostas, o que violaria princípios de transparência e segregação fiduciária, potencialmente configurando fraude. A liquidação teria sido decretada após esgotadas alternativas, inclusive negociação com o BRB, que foi recusada por apresentar suspeitas sobre a gestão do banco.

A defesa do BC sustenta que a medida foi indispensável para proteger o sistema financeiro e a poupança popular. O episódio gerou tensões políticas em Brasília, com críticas a prazos e métodos usados pelo BC na condução do processo e a investigações em curso envolvendo autoridades de diferentes esferas. Autoridades continuam apurando as irregularidades relatadas pelo BC.

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