- O Fundo Social da Rússia recebeu cerca de 37 milhões de chamadas em 2025, entre elas dúvidas sobre pensões em criptomoedas e renda de mineração.
- Autoridades esclareceram que todos os pagamentos oficiais seguem em rublos, e a tributação de ativos digitais fica sob a responsabilidade da Receita Federal.
- A mineração de criptomoedas gera aproximadamente 1 bilhão de rublos por dia e alimenta o debate sobre como contabilizar essa renda.
- As bolsas de valores de Moscou e de São Petersburgo estão prontas para iniciar negociação de criptoativos até 1º de julho de 2026, com regras diferentes para investidores qualificados e não qualificados.
- O setor financeiro avança com Sberbank oferecendo investimentos ligados a criptomoedas, e a Tether registrou a marca Hadron no país para serviços relacionados a ativos digitais.
O Fundo de Pensões Social da Rússia recebeu cerca de 37 milhões de chamadas em 2025, com dúvidas sobre pagamentos em ativos digitais e renda de mineração entre os assuntos mais procurados. O órgão confirmou que todos os benefícios oficiais continuam pagos em rublos, e que a tributação de cripto fica a cargo do Fisco federal.
Interessados questionaram se seria possível receber pensão em criptomoedas e se a renda proveniente de mineração seria considerada no cálculo de benefícios. Especialistas explicaram o funcionamento atual, destacando que pagamentos do SFPS são exclusivamente em rublo e que impostos sobre ativos digitais são definidos pelo fisco.
A procura por informações sobre mineração reflete o aumento do interesse pela área, com estimativas de que a mineração atinja aproximadamente 1 bilhão de rublos diários. Paralelamente, as estruturas regulatórias seguem em construção com prazos de implementação até meados de 2026.
Avanços regulatórios e delimitações
No mês passado, o órgão regulador destacou que a mineração pode ser tratada como atividade de exportação no balanço comercial oficial, argumentando que ativos minerados possuem fluxo externo mesmo sem atravessar fronteiras físicas. A visão foi apresentada em fórum de investimentos.
Durante o evento, autoridades lembraram que a mineração é considerada um fator que influencia o câmbio e a balança de pagamentos fora de estatísticas formais. Estimativas do setor apontam que o interesse público sobre o tema é relevante para políticas públicas.
Conforme o mercado, a participação da Rússia na mineração global é expressiva, com hashrate elevado e mudanças recentes de tributação para empresas, enquanto minerações domésticas de menor escala podem operar em área cinzenta. A confirmação de legalização e obrigações fiscais segue em andamento.
Infraestrutura de negociação e adoção
No fim do mês passado, a Bolsa de Moscou e a Bolsa de São Petersburgo sinalizaram prontidão para iniciar negociações de criptoativos assim que o arcabouço regulatório entrar em vigor, previsto para 1º de julho de 2026. As plataformas já dispõem de infraestrutura de negociação e liquidação.
Acesso ao mercado será dividido por classes de investidor, com limites anuais para investidores não qualificados e regras de conhecimento para negociações com ativos líquidos. Investidores qualificados não terão limites de volume, mas devem comprovar compreensão de risco.
Dados de mercado indicam forte movimento na região, com volumes de transações envolvendo cripto ativos na Rússia superando outros países europeus em determinado período. A tendência reflete maior adoção e infraestrutura regulatória em evolução.
No setor financeiro e tecnológico
O maior banco do país, o Sberbank, passou a oferecer investimentos cripto ligados a ativos digitais, com produtos estruturados de até 1,5 bilhão de rublos. Gestores afirmam que há diálogo ativo com o Banco da Rússia para integrar serviços dentro de estruturas reguladas.
Também foi registrado o uso de plataformas de tokenização de ativos, com marcas associadas a grandes players do setor, incluindo a Tether. Autoridades registraram a marca Hadron para serviços de blockchain e negociação de criptoativos, com proteção de marca válida até 2035.
Ainda que haja avanços, legisladores reforçam que criptomoedas não devem se tornar moeda oficial no país. A regulamentação envolve novas penalidades e estabelece que pagamentos domésticos devam continuar em rubles, mantendo o mercado sob supervisão rigorosa.
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