- A Meteoric Resources busca parceiro estratégico para o projeto Caldeira, em Minas Gerais, avaliado em US$ 440 milhões, com decisão de investimento ainda neste ano.
- A empresa recebeu licença ambiental preliminar e mira início de produção em 2028, com estrutura de capital prevista em 60% dívida e 40% capital próprio.
- Reuniões com investidores foram realizadas durante o Future Minerals Forum, em Riade, para apresentar o projeto e captar funding.
- Conversas com agências dos EUA, União Europeia e Austrália envolvem possíveis linhas de financiamento e, nos EUA e UE, acordos de venda futura de material.
- Além disso, a Meteoric avalia construir uma planta de separação de oxidos de terras raras, estimada em US$ 300 milhões, para ampliar a base de compradores e reduzir riscos de off-take.
A Meteoric Resources, empresa de mineração listada na Austrália, recebeu licença ambiental preliminar para o projeto Caldeira, em Minas Gerais. A companhia busca acelerar a estruturação financeira para decidir sobre o investimento ainda neste ano.
Segundo o diretor executivo Marcelo Carvalho, a Meteoric está buscando um parceiro estratégico e tem mantido conversas com mineradoras e tradings em diferentes regiões. Reuniões com investidores ocorreram durante o Future Minerals Forum, em Riyadh.
O projeto Caldeira está avaliado em 440 milhões de dólares e ainda está em estágio inicial. A meta é iniciar a produção em 2028, com foco em terras raras para uso em veículos elétricos, turbinas eólicas e tecnologia de ponta.
A empresa pretende estruturar 60% de financiamento por meio de dívida e 40% de capital próprio. O objetivo é tomar a decisão final ainda no primeiro semestre do ano e, em seguida, avançar com a construção.
A Meteoric também avalia ampliar a base de compradores. Estuda construir uma planta de separação de oxidos de terras raras, com investimento estimado em cerca de 300 milhões de dólares, para avançar o beneficiamento.
Entre os desafios, Carvalho cita a precificação de contratos de fornecimento de longo prazo com base no que descreve como preço artificial definido pela China, atual responsável por grande parte da produção global.
A empresa mantém conversas com agências de financiamento dos EUA, União Europeia e Austrália para possíveis linhas de apoio, incluindo acordo de venda futura do material em alguns casos. O financiamento, contudo, depende de acordos e condições a serem definidos.
Até o momento, a Meteoric já obteve cartas de intenções não vinculantes e negocia com o BNDES para ampliar a base de compradores e mitigar riscos de demanda. A iniciativa busca reduzir a dependência de fornecedores chineses no abastecimento de terras raras.
Entre na conversa da comunidade