- O CPI de dezembro é esperado em 0,3% mensal e 2,7% ao ano, com o núcleo (core) também em 0,3% mensal e 2,7% ao ano, mantendo o patamar anual de novembro.
- Os dados de Salários Reais (Real Earnings) serão divulgados às 8h30 (horário de Brasília); o indicador de novembro mostrou ganho de 0,8% em termos reais, sugerindo ritmo de consumo estável, ainda que moderado.
- O bitcoin opera próximo de US$ 92 mil, com suporte crítico entre US$ 88 mil e US$ 90 mil e resistência em US$ 98 mil, em meio a volatilidade recente envolvendo a disputa entre o Fed e o DOJ.
- Autoridades apontam distorções causadas pelo shutdown (fechamento governamental) como provável fonte de bases baixas para novembro, com Oxford Economics prevendo CPI acima da consensus em 0,4% mensal.
- O cenário de inflação e política monetária permanece incerto: cortes de juros pelo Fed em janeiro parecem improváveis, e dados acima do esperado podem manter o viés hawkish, impactando o humor de mercados e o desempenho de ativos de risco.
O CPI de dezembro cresce com previsões negativas para o dólar, enquanto o Bitcoin permanece próximo de 92 mil dólares. A divulgação dos dados de inflação e da remuneração real ocorre às 8h30 no horário de Brasília. O cenário influencia a percepção sobre a política do Fed para 2025.
O CPI no agregado deve apresentar alta de 0,3% no mês e 2,7% na comparação anual, sem variação em relação a novembro. O CPI subjacente pode apresentar 0,3% no mês e 2,7% ao ano, apontando leve aceleração frente ao mês anterior. Esses números podem sinalizar rigidez da inflação.
Uma surpresa positiva pode reforçar o ceticismo do presidente do Fed em relação à inflação, fortalecendo a narrativa de “higher for longer” (os juros mais altos por mais tempo). No pregão anterior, o Bitcoin caiu de cerca de 101 mil para 92 mil.
Dados de remuneração real devem indicar se ganhos ajustados pela inflação sustentam o consumo. Em novembro, houve alta anual de 0,8%, sugerindo ganhos modestos em relação ao aumento de preços. Movimentações de crédito e consumo acompanham esse quadro.
Analistas alertam que a paralisação do governo adiciona distorções ao relatório de dezembro. Baseline de preços de bens e aluguéis pode aparecer artificialmente baixa, conforme fatores técnicos citados por instituições como a Oxford Economics.
Contexto de mercados
A cada decisão do Fed, as expectativas de cortes em 2025 seguem sob escrutínio. Chances de redução de juros em janeiro estão próximas de zero, com incerteza acentuada para março. O CPI pode aliviar ou confirmar o viés hawkish, dependendo da leitura.
O preço do Bitcoin opera sob pressão técnica, com suporte crítico entre 88 mil e 90 mil dólares e resistência em torno de 98 mil. A capitalização total do mercado de criptomoedas está em aproximadamente 3,23 trilhões de dólares, à espera de clareza sobre a política monetária.
As oscilações do dólar e o ambiente geopolítico continuam a influenciar o cenário inflacionário. Políticas de comércio e tensões internacionais podem pressionar a inflação até 2026, alimentando volatilidade no mercado de ativos digitais.
Perspectiva para o pregão
Caso o CPI surpreenda acima de 2,7% no anual, o Bitcoin tende a recuar para próximos suportes próximos de 88 mil. Por outro lado, surpresa negativa abaixo de 2,5% pode puxar o Bitcoin de volta para a faixa de 98 mil a 100 mil, em busca de liquidez.
Real Earnings é crucial para entender o poder de compra dos trabalhadores. Ganhos reais consistentes fortalecem o consumo, enquanto aperto real pode sinalizar desaceleração econômica. Dados de dezembro ajudam a calibrar o humor do mercado.
O conjunto de informações desta quinta-feira pode confirmar ou desafiar o posicionamento do Fed. A leitura consolidada aponta para um equilíbrio entre inflação persistente e o potencial de cortes de juros no futuro, sem decisão clara ainda.
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