- Casa dos Ventos fechou acordo de mais de US$ 500 milhões para fornecer energia a data centers da Ascenty, controlada pela Brookfield e pela Digital Realty.
- O acordo prevê a entrada da Ascenty como sócia em dois novos empreendimentos da Casa dos Ventos, um parque eólico e um parque solar.
- Os projetos somam mais de 1,5 GW de capacidade, com investimento estimado em cerca de R$ 7,5 bilhões, e devem gerar 110 MW médios para o portfólio da Ascenty. A operação está prevista para 2027.
- Além da ligação com a Ascenty, a Casa dos Ventos lança os complexos Dom Inocêncio, no Piauí (828 MW; ~R$ 5 bilhões) e Paraíso, no Mato Grosso do Sul (640 MW; ~R$ 2,5 bilhões).
- O grupo também prevê o parque eólico Ibiapaba, no Ceará, com 630 MW e investimentos de ~R$ 4 bilhões, com máquinas da Envision; as primeiras fontes de energia não foram divulgadas.
A Casa dos Ventos fechou um acordo de energia renovável com a Ascenty, controlled pela Brookfield e pela Digital Realty. O contrato, avaliado em mais de US$ 500 milhões, prevê que a Ascenty passe a ser sócia em dois novos empreendimentos da Casa dos Ventos, um eólico e outro solar. A operação envolve a oferta de energia para data centers no Brasil.
Os dois projetos devem somar cerca de 1,5 GW de capacidade de geração, com investimento estimado de R$ 7,5 bilhões. A energia produzida será destinada, inicialmente, a atender o portfólio da Ascenty, que já opera 20 data centers e tem mais oito em construção. A expectativa é que a operação inicie em 2027.
A Casa dos Ventos informou que os contratos firmados no modelo de autoprodução de energia criam uma base para ampliar o portfólio com novos clientes, além de sustentar os atuais projetos. O CEO da Ascenty, Christopher Torto, destacou a busca por consumo de energia nova para evitar impactos aos demais consumidores do Brasil.
Para a empresa de energia, o negócio com a Ascenty serve como âncora para dois grandes empreendimentos: o complexo eólico Dom Inocêncio, no Piauí, com 828 MW e investimentos de cerca de R$ 5 bilhões, e o solar Paraíso, no Mato Grosso do Sul, com 640 MW e aporte de R$ 2,5 bilhões. Ambos estão em desenvolvimento pela Casa dos Ventos.
Os empreendimentos integram a estratégia da empresa, que conta também com a espanhola TotalEnergies como acionista. Além disso, a Casa dos Ventos mencionou a criação de um terceiro empreendimento, o parque eólico Ibiapaba, no Ceará, com 630 MW e investimentos de aproximadamente R$ 4 bilhões, com máquinas da Envision.
A expansão de geração tem impacto direto no mercado de energia do Brasil, que já registra alta oferta de renováveis e competição entre fornecedores. A entrada de novos contratos pode intensificar a oferta de energia para o setor industrial, incluindo grandes consumidores como data centers.
Analistas apontam que, embora o aumento de oferta possa ampliar a disponibilidade de energia, ele também eleva o risco de desequilíbrios no sistema caso a demanda não acompanhe o ritmo de expansão. O setor segue atento ao cenário regulatório e a incentivos como eventuais programas federais.
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