- O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu a atuação do Banco Central na liquidação do Banco Master, classificada como a “maior fraude bancária” do país.
- Haddad afirmou que conversa quase diariamente com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, para dar respaldo e apurar responsabilidades, com possível ressarcimento de prejuízos.
- Investigações apontaram venda de carteiras de crédito do Master para o Banco de Brasília (BRB) por R$ 12,2 bilhões, o que motivou a liquidação decretada pelo BC.
- O Banco Central justificou a liquidação por irregularidades em operações envolvendo o Master e o BRB, para proteger o sistema financeiro e a poupança popular; decisão ocorreu em novembro do ano passado.
- O presidente do Tribunal de Contas da União se reuniu com Galípolo para buscar forma de conciliar fiscalização e autonomia do BC, após o BC concordar com uma inspeção sobre o Master.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu a atuação do Banco Central (BC) na liquidação do banco Master, classificada como a maior fraude bancária do país. A declaração foi feita nesta terça-feira (13) em frente ao Ministério da Fazenda.
Haddad disse que tem conversado quase que diariamente com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, que determinou a liquidação após investigações apontarem venda de carteiras de crédito do Master ao BRB por 12,2 bilhões de reais.
O ministro destacou que busca apurar responsabilidades e, se houver, promover ressarcimento aos prejuízos. Também afirmou ter contato com dirigentes do TCU para alinhavar ações conjuntas de fiscalização.
Convergência entre órgãos
Vital do Rêgo Filho, presidente do TCU, reuniu-se com Galípolo para discutir como conciliar o poder de fiscalização com a autonomia do BC. A ideia é ampliar a segurança jurídica do processo.
Na última semana, o BC confirmou que houve acordo com o TCU sobre uma inspeção no Master. A liquidação, anunciada em novembro do ano passado, foi considerada essencial para proteger o sistema financeiro e os correntistas.
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