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Haddad projeta déficit primário de 0,1% do PIB em 2025

Déficit primário estimado em 0,1% do PIB em 2025 fica dentro da meta; exceções elevam para 0,17% e, com precatórios, chegam a 0,48% do PIB, while juros reais pressionam a dívida

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Foto: Diogo Zacarias/MF
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  • O Governo Central fechou 2025 com déficit primário estimado em cerca de 0,1% do PIB, dentro da meta fiscal apresentada.
  • Segundo o ministro Fernando Haddad, o resultado preliminar cumpre a banda de tolerância de até 0,25% do PIB, com déficit próximo de 0,1%.
  • Se incluídas exceções aprovadas pelo Congresso e decisões judiciais (precatórios e indenizações ao INSS), o déficit fica em torno de 0,17%; com precatórios, vai a cerca de 0,48%.
  • Haddad destacou que a transparência fiscal aumenta ao considerar essas despesas, corrigindo distorções do passado.
  • A dívida pública pode chegar a 95,4% do PIB em dez anos se não houver novas medidas de receita; o principal fator de pressão é o alto juro real, não o resultado primário.

O Governo Central encerrou 2025 com déficit primário estimado em 0,1% do PIB, segundo avaliação preliminar da equipe econômica. O resultado ficou dentro da meta fiscal estabelecida, que permitia déficit de até 0,25% do PIB.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou a jornalistas, no Ministério da Fazenda, que há três anos o governo cumpre a meta de déficit primário. Contudo, ressalvou que o número pode oscilar conforme ajustes contábeis ainda não consolidados.

Pelas regras do arcabouço fiscal vigente desde 2023, o déficit pode variar dentro de uma banda de tolerância de até 0,25 ponto percentual do PIB sem caracterizar descumprimento. Dados adicionais só serão fechados com as informações oficiais do Tesouro e do Banco Central.

Impacto de precatórios e decisões judiciais

Haddad explicou que o 0,1% considera apenas despesas incluídas na contabilidade fiscal regular. Ao incorporar gastos autorizados por decisões judiciais e pelo Congresso, como precatórios e indenizações a aposentados do INSS, o déficit subir.

Se forem consideradas as exceções aprovadas, o déficit fica em torno de 0,17% do PIB; com a inclusão de precatórios, a leitura sobe para aproximadamente 0,48%. Segundo o ministro, essa forma de cálculo aumenta a transparência fiscal e corrige distorções herdadas.

Dívida pública e juros

O ministro comentou projeções do Tesouro Nacional sobre a dívida pública, que indicam trajetória mais alta, com potencial endividamento de 95,4% do PIB em 10 anos sem novas medidas de receita.

Para Haddad, o principal fator de pressão não é o resultado primário, mas o nível elevado de juros reais no Brasil. Ele disse que o primário tem sido cumprido de forma consistente e que a atuação fiscal continuará nesse rumo.

Os dados oficiais do resultado fiscal de 2025 devem ser divulgados pelo Tesouro Nacional e pelo Banco Central no final de janeiro, conforme cronograma institucional. Até lá, as estimativas apresentadas pelo ministro representam números preliminares.

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