- O Reino Unido garantiu contratos para desenvolver 8,4 gigawatts de energia eólica offshore, atingindo um recorde no setor.
- Os projetos abrangem Inglaterra, Escócia e País de Gales, incluindo a uma região que pode se tornar o maior parque eólico offshore do mundo, no Mar do Norte, próximo à Escócia.
- Entre os projetos premiados estão Dogger Bank South, Norfolk Vanguard e a Awel y Mor, primeira iniciativa galês bem-sucedida em mais de uma década.
- O governo pretende que pelo menos 95% da eletricidade britânica venha de fontes limpas até 2030, com meta de 43 GW de eólica offshore (contra 16,6 GW atuais, com 11,7 GW em construção).
- Analistas dizem que, embora o leilão tenha sido substancial, alcançar a capacidade desejada até 2030 será extremamente desafiador, devido a custos crescentes e à necessidade de conectá-los à rede.
The Reino Unido concedeu contratos para construir uma quantidade recorde de energia eólica offshore, parte de seu esforço para ampliar a geração de eletricidade limpa. Os projetos abrangem Inglaterra, Escócia e País de Gales, incluindo o que pode se tornar a maior fazenda eólica offshore do mundo, no Mar do Norte, ao largo da Escócia. A decisão ocorre em meio a pressões por custos e pela meta de 2030.
Apesar do recorde, analistas alertam que o governo pode continuar a enfrentar dificuldades para alcançar a meta de energia limpa até 2030. A expressão oficial é de que ventos eólica são mais baratos que novas usinas a gás, o que reduziria as contas dos consumidores, mas críticos afirmam que os contratos elevam o preço por décadas.
Um dos maiores projetos bem-sucedidos é a primeira fase do Berwick Bank, no Mar do Norte, que pode vir a ser a maior fazenda eólica offshore já instalada. Outros parques com contratos incluem Dogger Bank South, ao largo de Yorkshire, e Norfolk Vanguard, perto de East Anglia.
A Awel y Môr, no País de Gales, foi o primeiro projeto bem-sucedido no país em mais de uma década, segundo o governo. Chris Stark, responsável pela estratégia de energia limpa, descreveu os resultados como um avanço importante para o país. A distribuição regional dos projetos visa facilitar o fornecimento às residências.
Detalhes e impactos
O governo mira que pelo menos 95% da eletricidade britânica seja proveniente de fontes limpas até 2030, incluindo renováveis e nuclear. A energia eólica offshore deve chegar a 43 gigawatts até lá, ante o patamar atual de 16,6 GW, com 11,7 GW em construção.
Analistas lembram que a construção e a conexão à rede demoram, e que o leilão atual é crucial para aumentar a disponibilidade de vento. A aquisição de 8,4 GW mantém a meta sob risco, pois os projetos dependerão da integração à rede para gerar energia.
O preço fixo acordado no leilão varia ao longo de 20 anos. Percebe-se subida nos custos desde leilões anteriores, impulsionados por gargalos da cadeia de suprimentos, aço e juros elevados. Orsted, por exemplo, encerrou Hornsea 4, cancelando um grande projeto.
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