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CEO da Novo Nordisk mira grandes fusões e aquisições na corrida por obesidade

CEO da Novo Nordisk sinaliza interesse em grandes aquisições para ampliar o portfólio de obesidade após perder a Metsera

Mike Doustdar, CEO da Novo Nordisk, durante a conferência do JPMorgan Healthcare Conference, em São Francisco.
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  • Novo Nordisk volta a buscar aquisições, grandes ou pequenas, para ampliar seu portfólio de obesidade, após perder a Metsera para a Pfizer no fim do ano passado.
  • O CEO Mike Doustdar disse que compras devem ser complementares aos ativos da empresa, valerem a pena e, se puderem ser grandes, ainda assim podem ocorrer.
  • A estratégia inclui uma versão oral do Wegovy, lançada nos Estados Unidos neste mês, com demanda inicial positiva; a Pfizer e a Lilly planejam lançamentos concorrentes nos próximos meses.
  • A companhia busca recuperar a confiança de investidores após turbulência em 2025, com ações oscilando conforme notícias do setor.
  • Genéricos licenciados de semaglutide devem chegar a China, Brasil e Índia a partir de março, aumentando a pressão sobre a Novo e sobre cópias de Wegovy.

A Novo Nordisk volta a buscar negócios para ampliar seu portfólio de obesidade após perder a disputa pela startup Metsera, ao lado da Pfizer, no fim do ano passado. O objetivo é ampliar ativos complementares aos atuais, com a possibilidade de grandes ou pequenas aquisições, desde que valham a pena.

O foco do CEO Mike Doustdar é acelerar o crescimento, especialmente com uma versão oral da Wegovy, já comercializada nos EUA. A farmacêutica busca atender a demanda por pílula, e a Novo Nordisk afirma que a transição tem início com vendas recentes nos Estados Unidos.

A empresa teve ganhos de valorização recentes na bolsa, ainda que o desempenho tenha sido volátil após preocupações com o pipeline. A competição com a Eli Lilly segue acentuada, com a Lilly preparando lançamento de concorrente nos próximos meses.

Estratégia de mercado e próximos passos

Doustdar levou a equipe executiva à conferência JPMorgan em São Francisco, para viabilizar parcerias relevantes. A empresa sinaliza humildade na análise de potenciais negócios externos, avaliando oportunidades que reforcem seus ativos.

A companhia saiu da disputa pela Metsera em novembro, após a oferta da Pfizer que chegou a US$ 10 bilhões. Em relação aos preços, Doustdar afirmou que a empresa precisará ampliar o volume para compensar cortes nos preços dos medicamentos para obesidade nos EUA.

A Novo Nordisk enfrenta ainda o avanço de cópias de seus produtos GLP-1 e a entrada de genéricos licenciados de semaglutide, ingrediente central do Ozempic e Wegovy. Patentes devem expirar na China, Brasil e Índia a partir de março.

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