- A COP30 em Belém destacou a liderança do setor privado na agenda climática global, com foco em governança climática multinível.
- A EY House recebeu mais de 60 CEOs e 100 executivos, além de ministros e governadores, sinalizando engajamento empresarial na implementação de ações climáticas.
- O modelo de negócios passa a medir o capital ligado à sustentabilidade pelo retorno sobre o investimento, conectando CEO e diretor financeiro à agenda climática.
- Cinco alavancas de valor para descarbonização: infraestrutura resiliente, capital natural, economia circular, supply chain e cidades sustentáveis.
- A COP30 é visto como ponto de virada para a aplicação pragmática e financeiramente viável de mecanismos de gestão sustentável, com dados e inteligência artificial fortalecendo a tomada de decisão.
A COP30, realizada em Belém (PA), mostrou a liderança do setor privado na agenda climática global. A reunião reforçou a integração entre governança, negócios e sustentabilidade como eixo central das decisões. A implementação prática foi destacada como objetivo comum.
A presença de CEOs, executivos e investidores, superando em número a delegações diplomáticas, evidenciou o papel decisivo do setor na transformação das metas climáticas em ações. O Brasil atuou como anfitrião e ator relevante nas negociações.
Alavancas de Valor
A agenda enfatizou cinco alavancas para facilitar a descarbonização integrada aos negócios: infraestrutura resiliente, capital natural, economia circular, cadeia de suprimentos e cidades sustentáveis. Cada uma opera como motor de valor para o ROI.
Infraestrutura resiliente é destacada como prioridade imediata, evitando impactos de enchentes e secas e protegendo balanços. Investimentos nessa área asseguram continuidade operacional.
Capital natural aponta para transformar a natureza em ativo financeiro, com bioeconomia e modelos de mercado que valorizem recursos naturais de forma sustentável. Brasil, Indonésia, Congo e Colômbia são citados como referências.
Economia circular passa a ser missão contínua, reduzindo resíduos e aumentando eficiência. Fechar ciclos reduz custos com matérias-primas e mitiga volatilidade de preços.
Supply chain ganhou foco com maior rastreabilidade e resiliência. Agendas setoriais ajudam a diluir custos de transição e fortalecem cadeias de suprimentos mais seguras.
Cidades sustentáveis dialogam com infraestrutura urbana que sustenta operações e vida dos colaboradores, adaptando-se às mudanças climáticas no dia a dia.
Tecnologia e métricas
A atuação depende de dados coletados, analisados e usados para orientar decisões. Plataformas de IA devem otimizar a alocação de capital nessas alavancas, mantendo equilíbrio com consumo de água e energia.
A mensuração financeira do impacto de projetos de sustentabilidade passa a validar estratégias perante acionistas. ROI e métricas financeiras precisam acompanhar métricas ESG.
A COP30 é vista como ponto de virada para a implementação pragmática de gestão sustentável nos negócios, conectando governo, diplomacia e setor privado de forma mais integrada.
Ricardo Assumpção, líder de sustentabilidade e ESG da EY na América Latina, acompanha o movimento e ressalta a necessidade de transformar compromissos em projetos com retorno real para sociedade e empresas.
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