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Mei: subida de custos demanda atenção de bares e restaurantes

Contribuição do MEI sobe para 81,05 reais (5% do salário mínimo) e pode chegar a 87 reais, elevando custo fixo de bares e restaurantes e pressionando margens

Aumento do custo do MEI exige atenção no setor de bares e restaurantes
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  • Em 2026, o MEI teve reajuste automático devido ao salário mínimo, passando a contribuir com R$ 81,05 (5% do mínimo), podendo chegar a cerca de R$ 87 conforme a atividade.
  • O novo valor impacta bares, restaurantes e lanchonetes, já que o custo é fixo e definido pelo salário mínimo, independentemente do faturamento.
  • Mais de 60% das empresas de alimentação fora do lar estão formalizadas como MEI, o que amplia o alcance do reajuste no setor.
  • O contexto mostra que cerca de 35% das empresas estão endividadas e 60% reajustaram preços abaixo ou apenas conforme a inflação, dificultando a recomposição de margem.
  • O reajuste exige planejamento financeiro mais rigoroso por parte dos pequenos negócios que operam nesse regime.

O aumento do custo do MEI em 2026 atinge especialmente bares, restaurantes e lanchonetes, setores de margens estreitas. O reajuste decorre da elevação do salário mínimo e aumenta a contribuição mensal das empresas formais nesse regime, independentemente do faturamento.

Com o salário mínimo fixado em R$ 1.621, a contribuição obrigatória do MEI passou a ser de R$ 81,05, correspondente a 5% do salário mínimo. O valor pode chegar a aproximadamente R$ 87, dependendo da atividade exercida.

Reajuste de custo fixo preocupa o segmento

A base de cálculo do MEI depende do salário mínimo, o que implica aumento automático mesmo em períodos de faturamento instável. Isso piora o fluxo de caixa de negócios com estruturas enxutas e custos recorrentes.

Além do MEI, bares e restaurantes já lidam com aluguel, energia, insumos e mão de obra. O reajuste eleva a carga fixa e dificulta o equilíbrio financeiro em um cenário de margens limitadas.

Impacto no setor, segundo a Abrasel

Abrasel estima que mais de 60% das empresas de alimentação fora do lar estejam formalizadas como MEI, o que amplia o alcance do reajuste. No setor, muitos negócios dependem desse regime para manter direitos previdenciários.

Os números da Abrasel indicam ainda que cerca de 35% das empresas estão endividadas. Além disso, 60% ajustaram preços abaixo ou apenas conforme a inflação, limitando a capacidade de repassar custos.

Pedidos de planejamento financeiro

Analistas ressaltam a necessidade de planejamento mais rigoroso para bares e restaurantes sob MEI. Com o aumento, gestores precisam revisar previsões de caixa, margens e estratégias de precificação para manter a sustentabilidade.

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