- A administração de Donald Trump passou a deter participação direta em várias empresas, sinalizando uma mudança para o que alguns chamam de “capitalismo de estado”.
- Atlantic Alumina Co. recebeu participação acionária de US$ 150 milhões, em uma empresa de galio, metal importante para chips, com o objetivo de atender à demanda norte‑americana.
- O governo anunciou participação de aproximadamente 10% na Intel, tornando‑a o maior acionista da empresa, em troca de incentivos já concedidos sob leis de chips.
- Em Korea Zinc, o governo assumiu 40% de participação em uma usina de Tennessee, mais 10% da própria empresa, com previsão de produção anual de até 540 mil toneladas a partir de 2029.
- Nvidia passou a pagar 25% de participação sobre as vendas de chips para a China, como parte de um acordo de exportação que substitui restrições anteriores.
Trump amplia a participação do governo em empresas estratégicas, consolidando o que especialistas chamam de capitalismo de estado. A gestão vem articulando ações que vão desde participação acionária até.f Ecos de políticas de intervenções estatais ganham corpo em setores-chave.
Na lista divulgada, o governo já assumiu participação acionária em quase uma dúzia de companhias, com foco em minerais críticos, tecnologia e energia nuclear. A medida busca assegurar suprimentos estratégicos e influenciar decisões setoriais.
Atlantic Alumina Co. recebeu, em janeiro, uma participação de 150 milhões de dólares em sua empresa de galio, matéria-prima vital para chips. O objetivo é reduzir dependência de fornecedores externos e atender demanda doméstica.
Intel passou a ter uma participação acionária de cerca de 10% do governo, avaliada em quase 11 bilhões de dólares. O acordo tornou o governo o maior acionista da fabricante de semicondutores, com incentivos já concedidos por leis de CHIP.
Korea Zinc fechou acordo para 40% de participação em uma usina a ser construída no Tennessee, com 10% da própria Korea Zinc pertencentes a investidores norte-americanos. A instalação pode produzir 540 mil toneladas de minerais críticos por ano a partir de 2029.
Lithium Americas também entrou no portfólio, com o governo detendo participação. O projeto Thacker Pass, considerado essencial para reduzir a dependência de lithium externo, está previsto para abrir em 2028, após financiamento público anterior.
MP Materials, líder na operação de uma das maiores minas de terras raras, receberá participação do Departamento de Defesa em 15%. O acordo prevê a construção de uma nova fábrica de ímãs de terras raras, com compras garantidas pelo pentágono.
Nvidia figura entre os casos de maior visibilidade, com o governo autorizando vendas para a China mediante uma participação de 25% das receitas de exportação. A medida expõe o uso de crédito público para ventilar negócios estratégicos.
Trilogy Metals recebeu apoio para um projeto de mineração de cobre e zinco no Alasca, em rota contrária a posições anteriores de ambientalistas e do governo anterior. O novo suporte busca acelerar a infraestrutura necessária.
U.S. Steel foi alvo de uma negociação com Nippon Steel, resultando em uma ação com gilt: uma participação acionária de veto que pode influenciar decisões de investimento e produção. O acordo mantém o controle estratégico do governo sobre a fusão.
Vulcan Elements e ReElement Technologies entraram no eixo de minerais críticos, com empréstimos do Departamento de Defesa e incentivos do Comércio. A meta é elevar a produção de metais estratégicos a níveis de dezenas de milhares de toneladas.
Westinghouse recebeu a oportunidade de participação de 8% na fabricante de reatores nucleares, com possibilidade de expansão caso haja nova abertura de capital. A parceria visa estimular novos investimentos na energia nuclear civil.
xLight, startup de litografia, terá participação acionária do governo, com investimento estimado em até 150 milhões de dólares. O projeto foca acelerar processos de manufatura de semicondutores avançados.
Essa expansão estatal ocorre em um momento de debate sobre o papel da intervenção governamental na economia. Observadores destacam que o movimento se aproxima de modelos vistos em outras potências globais, com risco de impactos regulatórios e mercadológicos.
As informações acima refletem anúncios e acordos de 2025 e 2026, com a Administração defendendo a estratégia como forma de fortalecer a resiliência industrial e reduzir vulnerabilidades em cadeias produtivas críticas. Fontes oficiais e veículos especializados compuseram o conjunto de dados.
Entre na conversa da comunidade