- Arthur Hayes afirma que o Bitcoin pode atingir novas máximas em 2026, impulsionado pela liquidez em dólares, e não pela ação de preço de curto prazo.
- A liquidez restrita de 2025 ajudou a explicar por que o Bitcoin ficou atrás do ouro e das ações de tecnologia.
- Ele indica que a expansão da base monetária dos Estados Unidos, queda das taxas imobiliárias e maior crédito a setores estratégicos ligados ao governo podem ampliar a liquidez.
- O autor sustenta que o Bitcoin é uma “tecnologia monetária” e que alcançar cerca de 100 mil dólares depende de expansão monetária contínua.
- Observações adicionais: o ouro subiu mais de 44% em 2025, o Bitcoin caiu, e ações de tecnologia tiveram desempenho superior, segundo Hayes.
Bitcoin pode alcançar novos dois dígitos de alta em 2026, segundo Arthur Hayes, cofundador da BitMEX. A leitura dele aponta que a recuperação virá mais pela expansão da liquidez em dólares do que por momentum de curto prazo. A visão é de âmbito macro, não técnico.
Hayes sustenta que 2025 viveu aperto de liquidez, o que ajudou a manter o Bitcoin atrás de ouro e ações de tecnologia. Para ele, a chave é o retorno de uma oferta maior de dólares, capaz de sustentar altas no ativo digital.
A expectativa é de que 2026 traga expansão monetária que favoreça o Bitcoin, reativando condições de mercado propícias ao ativo. Entre os gatilhos citados estão aumento do balanço do Federal Reserve, queda de juros e maior disposição de bancos a financiar setores estratégicos.
Cenário de liquidez
Entre os fatores, Hayes cita a possível expansão do balanço do Fed e a menor exigência de crédito para impulsionar a liquidez no sistema. Também aponta que a redução das taxas de hipoteca pode favorecer o crédito e o consumo.
Outro ponto envolve o comportamento dos bancos comerciais, que poderiam direcionar mais crédito para indústrias apoiadas pelo governo americano. O gasto militar é citado como motor indireto de expansão monetária, via financiamento bancário.
Historicamente, condições monetárias mais brandas costumam beneficiar ativos com oferta fixa, como o Bitcoin, que é visto por Hayes como proteção contra a debasagem fiduciária. Em 2025, a liquidez em dólares encolheu e o Bitcoin caiu.
Bitcoin como tecnologia monetária
Apesar da queda de 2025, Hayes afirma que o Bitcoin continua sendo uma forma de *monetary technology*, com valor ligado à escala de debasamento do dinheiro fiat. Segundo ele, alcançar patamares próximos de US$ 100 mil depende de expansão monetária sustentada.
O otimismo de longo prazo também aparece em figuras do mercado. O investidor Tim Draper mantém a projeção de 2026 como ano de ruptura, com alvo de US$ 250 mil para o Bitcoin.
Entre outros, Bill Barhydt, CEO da Abra, afirma que a liquidez monetária mais frouxa pode favorecer ganhos do Bitcoin em 2026, ao incentivar o apetite por risco após longo período de condições restritivas.
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