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Mais Wall Street, menos varejo: Coinbase projeta ciclo de criptomoedas em 2026

Institucionalização e regulação impulsionam consolidação das criptomoedas em 2026, com Ethereum como camada de liquidação e RWAs ganhando espaço

análise da Coinbase sustenta que o ecossistema avança para uma fase de consolidação estrutural, definida pela presença institucional, sofisticação tecnológica e uma adoção mais pragmática
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  • A Coinbase aposta que, em 2026, o ecossistema de criptomoedas entrará em uma fase de consolidação, com presença institucional, maior sofisticação tecnológica e governança mais rígida, antes centrada na especulação.
  • O relatório aponta uma integração crescente com o sistema financeiro tradicional, mudando o papel dos ativos digitais de mero investimento para componentes de infraestrutura e gestão de valor.
  • O Ethereum é visto como camada de liquidação institucional, com melhorias de escalabilidade e eficiência em staking, após a atualização Pectra em 2025.
  • A tokenização de ativos reais na Ethereum cresceu, chegando a 12,7 bilhões de dólares em valor tokenizado, com a ETH ganhando peso no uso institucional.
  • Na América Latina, o Brasil lidera a adoção com regulamentação de stablecoins em 2026, seguido por reformas regulatórias na Argentina e postura mais cautelosa no México.

O mercado de criptomoedas começa 2026 buscando menos volatilidade e mais uso institucional. A Coinbase aponta uma fase de consolidação, com governança mais rígida, avanços regulatórios e fluxos de capital corporativo. O objetivo é integrar ativos digitais à infraestrutura financeira tradicional.

Segundo a Coinbase, a participação de investidores institucionais ganhou peso após avanços regulatórios nos EUA e em outras jurisdições que abriram caminho para ETFs, DATs e novos modelos de conformidade. A demanda tende a estabilizar, reduzindo a pressão de varejo especulativo.

A análise destaca o papel do Bitcoin como ativo de referência, mas com menor impulso de ciclos anteriores. A volatilidade de 90 dias ficou entre 35% e 40%, indicando maior alinhamento com ações de alto crescimento. Mineradores perdem espaço para capitais institucionais longos.

Ethereum e RWAs

O Ethereum consolida-se como camada de liquidação institucional, com a atualização Pectra de 2025 melhorando escalabilidade, experiência do usuário e eficiência em staking. A Coinbase afirma que a rede se torna mais escalável para instituições, com menor atrito.

Os ativos do mundo real tokenizados na Ethereum cresceram rapidamente, chegando a 12,7 bilhões de dólares, com 52% do mercado. A tokenização facilita movimentação de títulos, fundos e dinheiro público como ativos digitais sob respaldo regulado.

A tokenização amplia o uso de ETH como infraestrutura para plataformas de desempenho financeiro, conectando ativos regulamentados a sistemas de pagamento eficientes.

Stablecoins e América Latina

O mercado de stablecoins mantém impulso, com projeção de alcançar 1,2 trilhão de dólares até 2028. Em 2025, o volume negociado somou 47,6 trilhões, mais que o dobro de 2024, ampliando sua função em pagamentos e remessas.

As stablecoins são vistas como infraestrutura para transferências rápidas, de baixo custo e interoperabilidade com DeFi. A autonomia de preço facilita operações financeiras institucionais e de varejo.

Na América Latina, a adoção avança 63% em 2025, impulsionada por fatores macroeconômicos, melhoria regulatória e digitalização financeira. O Brasil lidera com regulatória robusta para VASPs, Banco Central ativo e bancos oferecendo operações cripto.

A Argentina implementa reformas sob a Resolução 1058/2025, exigindo registro, capital e segurança para VASPs. O México mantém posição cautelosa, com participação restrita a instituições financeiras, sem proibição explícita a atores não bancários.

O relatório da Coinbase indica que stablecoins atreladas ao dólar coexistem com opções ligadas a outras moedas e cestas de ativos. O desenvolvimento aponta para uma expansão regulada e diversificada no ecossistema.

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