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Nomeação de novo CEO traz esperança de recuperação para a Saks

Credores apostam que Geoffroy van Raemdonck reata relações com marcas de luxo e impulsiona a recuperação da Saks no Chapter 11

O belga Geoffroy van Raemdonck assume o cargo de CEO da Saks em momento delicado para o grupo. Foto: Bloomberg
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  • Geoffroy van Raemdonck foi nomeado novo CEO da Saks Global Enterprises, em meio ao processo de Chapter 11 da empresa.
  • Credores que fornecem US$ 1,5 bilhão em financiamento acreditam que ele pode reabrir relações com as principais marcas de luxo e deixar as lojas lucrativas.
  • Van Raemdonck já liderou a saída da Neiman Marcus do Chapter 11 e tem histórico de recuperação no setor de varejo de luxo.
  • A Saks tem dívidas com marcas de luxo, incluindo quase US$ 26 milhões devidos à LVMH, e busca normalizar pagamentos para reabastecer estoques.
  • A expectativa é de que a Saks saia do Chapter 11 ainda neste ano, com a ajuda de nomes experientes na diretoria e uma rede de marcas parceiras.

Geoffroy van Raemdonck foi nomeado novo CEO da Saks Global Enterprises, na quarta-feira, 14, como parte do processo de Chapter 11 nos Estados Unidos. A medida visa conduzir a empresa ao reorganizar seu portfólio de lojas de luxo.

Cordeiros credores, que financiavam US$ 1,5 bilhão à Saks, apostam que ele pode reatar relações com as principais marcas de luxo e pagar pagamentos atrasados. Van Raemdonck já conduziu a saída da Neiman Marcus do Chapter 11, o que fortalece a expectativa.

O executivo belga, de 53 anos, retorna ao comando da Saks após sair da Neiman Marcus, em meio ao aquisição da Saks pela própria Saks em um acordo de US$ 2,65 bilhões apoiado por dívidas. A aposta é que a empresa recupere lucratividade.

A nomeação ocorre em meio a dificuldades de fornecedores. Margem de negociação com marcas de luxo é considerada crucial para reabastecer prateleiras das lojas Saks Fifth Avenue, Bergdorf Goodman e Neiman Marcus, e, assim, impulsionar vendas.

Credores destacam o histórico de van Raemdonck na gestão de crises. Enquanto na Neiman Marcus havia fluxo estável de pagamentos, a Saks encara atrasos e deserções de fornecedores, além da queda recente nas vendas.

Van Raemdonck integra a diretoria da Moncler SpA, ao lado de Alexandre Arnault. A Saks deve à LVMH cerca de US$ 26 milhões, segundo documentos judiciais divulgados recentemente.

Analistas lembram que o desafio atual é maior que a experiência anterior. A Neiman Marcus saiu relativamente bem do Chapter 11, mas a Saks enfrenta uma “bola de neve” de problemas operacionais e de relacionamento com fornecedores.

Espera-se que a Saks conclua o processo de reestruturação ainda neste ano, com a expectativa de restabelecer o fluxo de mercadorias e as relações com marcas de luxo, para recuperar a atividade nas lojas de alto padrão.

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