- O Bitcoin caiu pela quinta sessão consecutiva, recuando de níveis vistos pela última vez em novembro e tentando ficar acima de $ 92.000.
- O analista Samer Hasn aponta que a queda envolve realização de lucros e incerteza política e macro, com demanda de ETF à vista e interesse de grandes detentores preservados.
- O recuo segue ordenado, com poucas liquidações, alavancagem menor e retorno da demanda spot; fundos ETF spot tiveram a semana mais forte de entradas desde outubro.
- Dados on‑chain indicam aumento de endereços com entre mil e dez mil BTC; o open interest de futuros caiu, sinalizando menor apalancamento.
- Preocupações com a independência do Federal Reserve fortalecem o sentimento de aversão ao risco.
Bitcoin caiu pela quinta sessão seguida, recuando dos níveis mais altos desde novembro, enquanto enfrenta dificuldade para manter acima de 92 mil dólares. O movimento ocorre em um cenário de cautela global e incerteza macro.
Analistas apontam que a queda reflete uma combinação de realização de lucros e aversão a risco impulsionada por riscos políticos e tensões comerciais. Samer Hasn, da XS.com, descreve a movimentação como resposta a surto de risco nos EUA.
Apesar da queda, o mercado demonstra danos limitados. As liquidações de contratos futuros permaneceram baixas, sugerindo consolidação em vez de pânico, com demanda de compra à vista mantendo o suporte.
Dados de demanda à vista indicam ingresso sólido. SoSoValue registra fluxos de entrada em ETFs de Bitcoin à vista nos EUA, após evento de liquidação de futuros de 20 bilhões de dólares no mês.
Entrementes, métricas on-chain apontam aumento de endereços com 1.000 a 10.000 BTC, conforme BGeometrics, fortalecendo a leitura de demanda subjacente.
CoinGlass mostra queda de cerca de 9 bilhões de dólares no open interest de futuros cripto desde os picos de janeiro, sinalizando menor alavancagem e maior foco em compras à vista.
Hasn alerta que pressões de risco continuam limitando a recuperação de Bitcoin, com a incerteza sobre a independência do Federal Reserve ganhando destaque.
Relatos indicam investigação criminal envolvendo o presidente do Fed, Jerome Powell, o que complica a sucessão de liderança e alimenta dúvidas sobre a autonomia da instituição.
O temor de fragilidade institucional tende a impactar a percepção sobre o dólar e ativos denominados em moeda norte‑americana, segundo analistas.
Caso a autonomia do Fed se enfraqueça, analistas veem potencial deslocamento para ativos descentralizados como Bitcoin e ouro, considerados refugos em cenários de decay institucional.
Arthur Hayes voltou a afirmar que a próxima alta de Bitcoin depende da liquidez em dólares em 2026, argumentando que 2025 frustrou expectativas pela liquidez restrita.
Hayes aponta que a expansão da oferta de dólares pode impulsionar o desempenho do Bitcoin, mesmo com adoção forte, caso o dinheiro circule mais no mercado.
Próximos passos indicam que o cenário depende de sinais de liquidez e políticas monetárias, com o público de longo prazo mantendo a visão de retomada para 2026.
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