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Brasil sobre duas rodas: mobilidade urbana e indústria de bicicletas

Recorde histórico: 2,197 milhões de motos licenciadas em 2025, impulsionadas pela renda e pelos apps de entrega, com elétricas ganhando espaço

Trabalhadores de um fábrica de motos em Manaus. Foto: Reprodução/Redes Sociais/Honda
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  • Em 2025, o Brasil registrou 2,197 milhões de motos licenciadas, alta de 17,1% ante 2024, consolidando as motos como símbolo de mobilidade e de economia de apps.
  • O total de veículos emplacados foi de 5,124 milhões, com crescimento médio de 8,02%, impulsionado pela expansão das motos.
  • Em 16 estados, as motos já são o veículo mais emplacado, refletindo uma mobilidade cada vez mais baseada em duas rodas.
  • O mercado de trabalho por apps cresceu 170% em dez anos, chegando a cerca de 2 milhões de pessoas em 2025, com boa parte atuando em entregas e serviços de comida.
  • Motos elétricas aparecem em ritmo acelerado, com 3.452 emplacamentos no primeiro trimestre de 2025 (alta de 104,74% em relação ao mesmo período), mas ainda representam parcela pequena do mercado; custos de baterias e infraestrutura de recarga são entraves, enquanto entregas e frotas logísticas começam a adotá-las.

O mercado de motos no Brasil atingiu recorde em 2025, com 2,197 milhões de unidades licenciadas, alta de 17,1% frente a 2024. O total de veículos emplacados chegou a 5,124 milhões, impulsionado pela demanda de duas rodas. O setor destacou-se como símbolo de mobilidade e economia de plataformas de entrega.

Contribuiu para o desempenho o crescimento de 2,6% no conjunto de veículos leves, com o aumento puxado pela necessidade de renda, expansão de apps de entrega e opções mais baratas que o carro. Em 16 estados, as motos já lideram o ranking de emplacamentos.

A reconfiguração do mercado de trabalho também explica o desempenho. O número de trabalhadores por aplicativos cresceu 170% nos últimos anos, atingindo cerca de 2 milhões em 2025. Muitos atuam com motos em entregas de comida, mercado, farmácia e pacotes, ampliando a demanda por esse tipo de veículo.

A presença de consórcios também favorece o acesso, diluindo o valor da entrada e reduzindo o peso do crédito caro. Além disso, novas marcas ganharam espaço, alterando o equilíbrio competitivo entre fabricantes. Honda e Yamaha seguem líderes, mas chinesas como Shineray, CFMoto, Zontes e Haojue avançam com modelos mais equipados.

Essas opções costumam oferecer pacotes tecnológicos robustos, com painéis TFT, modos de pilotagem e conectividade, a preços inferiores aos equivalentes japoneses. A evolução do cenário competitivo tem estimulado lançamentos e maior inovação no setor.

A Bajaj, indústria indiana com produção em Manaus, exemplifica a entrada de players de fora. Em 2025, a empresa somou 40 mil unidades vendidas, registrando avanço de três dígitos. O crescimento de diferentes marcas pressiona as gigantes tradicionais a acelerar mudanças.

Mobilidade elétrica

As motos elétricas continuam como pequenos protagonistas do crescimento. No primeiro trimestre de 2025, os emplacamentos passaram de 1.686 para 3.452 unidades, alta de 104,74% na comparação anual. Ainda assim, o segmento representa uma parcela menor do total anual.

O volume de elétricas permanece limitado diante de desafios como custo das baterias, infraestrutura de recarga e questões de segurança. No entanto, redes de delivery já testam frotas elétricas em escala reduzida, atraídas pela redução de gastos com combustível.

A expectativa para 2026 é de otimismo, com previsão de alta de dois dígitos para as motocicletas. Mesmo com crescimento mais modesto para carros de passeio, o mercado de motos pode surpreender ao ampliar o ritmo de adoção de soluções elétricas.

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