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JHSF solicita autorização para voos comerciais no Catarina, São Roque

JHSF busca autorização para voos comerciais no Aeroporto Catarina, em São Roque, abrindo nova fonte de receita e potencial mudança na gestão do tráfego regional

A abertura do Aeroporto Catarina para voos comerciais representaria uma expansão significativa do negócio de aviação do grupo e poderia abrir uma nova fonte de receita
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  • A incorporadora JHSF Participações busca autorização para operar voos comerciais no Aeroporto Catarina, aeroporto executivo privado em São Roque, cerca de cinquenta quilômetros de São Paulo.
  • A abertura para voos comerciais no Catarina pode reformular a gestão do tráfego aéreo na região mais congestionada do país e gerar nova fonte de receita para o grupo.
  • O governo retomou estudos para permitir aeroportos privados operarem voos comerciais; o Ministério de Portos e Aeroportos analisa como as regras devem ser implementadas.
  • Se aprovada, a JHSF precisaria construir um terminal de passageiros no local e investir na pista; o Catarina opera 24 horas por dia para aviação executiva desde 2019.
  • Há resistência no governo, com a Casa Civil dizendo não ter recebido proposta e preocupações sobre impactos em concessões; o tema ganha força diante da capacidade prevista de Congonhas e Guarulhos.

A incorporadora de luxo JHSF Participações busca autorização para operar voos comerciais a partir do Aeroporto Catarina, na região de São Roque, interior de São Paulo. A demanda, apresentada ao governo, pode alterar a gestão do tráfego aéreo na área mais congestionada do país. A informação é apurada pela Bloomberg News junto a fontes familiarizadas com o tema.

O governo retomou estudos sobre aeroportos privados atuando com voos comerciais no Brasil. O tema está em análise no Ministério de Portos e Aeroportos, que aguarda parecer jurídico sobre como regular essas operações.

Fundada pela família de José Auriemo Neto, a JHSF atua em residenciais de luxo, shoppings, hotéis e restaurantes. O Catarina opera desde 2019 como aeroporto privado dedicado à aviação executiva, com funcionamento 24 horas por dia.

Se aprovado, o projeto exigiria construção de um terminal de passageiros no Catarina e investimentos na pista. A medida representa expansão de receita para o grupo e desburocratização do tráfego na região.

Contexto regulatório e impactos

A discussão reforça a pressão sobre a infraestrutura de aviação de São Paulo, onde Congonhas e Guarulhos atingem capacidade. O governo teme que o tráfego na região alcance o limite na próxima década.

A legislação atual permite apenas voos comerciais em aeroportos públicos, regulados por decreto. Há avaliação de que a mudança deveria tramitar como projeto de lei, conforme relatos de pessoas próximas ao tema.

A proposta encontra resistência dentro de setores do governo, incluindo a Casa Civil, que aponta possíveis impactos aos contratos de concessão e à outorga de uso público. Concessionárias detêm regime diferente de tarifas e garantias.

A JHSF não comentou o assunto. O Ministério de Portos e Aeroportos não respondeu a pedidos de comentário, e a Casa Civil informou que não recebeu proposta formal até o momento.

Fonte: informações de Bloomberg News, com base em entrevistas e documentos oficiais.

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