- Bernard Arnault teve fortuna estimada em US$ 12,5 bilhões reduzida após a ameaça de Trump de impor tarifa de 200% sobre vinhos e champanhes franceses.
- As ações da Louis Vuitton Moët Hennessy caíram mais de 3% em Paris, fechando em € 565,10 (US$ 663; R$ 3.555,68).
- A LVMH é dona de marcas de bebidas de luxo como Moët & Chandon, Dom Pérignon, Veuve Clicquot e Château d’Yquem.
- Forbes aponta o patrimônio de Arnault em US$ 169,8 bilhões, tornando-o o homem mais rico da Europa e o 7º no ranking mundial.
- A ameaça de tarifa de 200% foi feita na noite de segunda-feira, durante entrevista sobre Gaza; a medida se soma a uma possível tarifa de 10% sobre importações de oito países europeus.
O patrimônio de Bernard Arnault, o homem mais rico da Europa, encolheu nesta terça-feira, 20 de janeiro, em US$ 12,5 bilhões. A queda ocorreu após a ameaça de tarifas dos Estados Unidos sobre produtos franceses, o que impactou fortemente o grupo de luxo LVMH.
As ações da LVMH, negociadas em Paris, recuaram mais de 3% e fecharam em 565,10 euros por ação. A variação ocorreu no mesmo dia em que a companhia acumulava desvalorização relevante no pregão europeu, afetando a confiança dos investidores.
A LVMH controla marcas de bebidas de luxo como Moët & Chandon, Dom Pérignon, Veuve Clicquot, Ruinart e Château d’Yquem, entre outras. De acordo com estimativas da Forbes, o patrimônio líquido de Arnault é de US$ 169,8 bilhões, tornando-o o 7º mais rico do mundo e o mais rico da Europa.
Tarifa de até 200% sobre vinhos franceses
A ameaça de tarifação surgiu na noite de segunda-feira, 19, quando Trump opinou sobre a suposta relutância de Emmanuel Macron em participar do Conselho de Paz para Gaza. O presidente explicou a possível aplicação de tarifas de 200% sobre vinhos e champanhes franceses, como retaliação a pressões políticas.
A medida se enquadra em um subsequente movimento do governo americano, que também sinalizou uma taxa de 10% sobre importações de oito países europeus, relacionado a disputas por outros temas. As informações apontam que a aversão de aliados europeus a determinadas políticas pode influenciar o comércio externo.
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