- Globalmente, 95% dos empregadores esperam crescimento em 2026, mas apenas 51% dos talentos compartilham desse otimismo.
- No Brasil, 100% dos empregadores confiam no crescimento para 2026, enquanto 68% dos colaboradores também entendem positivamente o cenário.
- O desalinhamento entre empregadores e profissionais pode reduzir engajamento, produtividade e dificultar a retenção de talentos estratégicos.
- A cautela dos profissionais é influenciada pela incerteza econômica, pelo aumento do custo de vida e pelos impactos da inteligência artificial nas carreiras.
- Sobre IA, 47% temem que os benefícios fiquem com as empresas e 34% sinalizam preocupação com a possibilidade de perder o emprego nos próximos cinco anos; o estudo recomenda alinhamento entre recrutamento, retenção e desenvolvimento.
As empresas enxergam 2026 com avanço quase certo, mas os profissionais apresentam menor confiança. O Workmonitor, estudo global da Randstad, mostra 95% dos empregadores esperam crescimento, enquanto 51% dos talentos compartilham esse otimismo.
A pesquisa ouviu 27 mil talentos e 1.225 empregadores em 35 países. No Brasil, todos os empregadores esperam crescimento para 2026, mas apenas 68% dos profissionais compartilham dessa expectativa.
Segundo Diogo Forghieri, diretor de negócios da Randstad Brasil, o desalinhamento pode reduzir engajamento e aumentar cautela. A consequência seria queda de produtividade, maior rotatividade e dificuldade na retenção de talentos estratégicos.
Profissionais temem impactos da IA
A pesquisa aponta que 47% dos colaboradores temem que os benefícios da IA fiquem com as empresas, não com as pessoas. Outros 34% dizem acreditar que seus empregos podem deixar de existir nos próximos cinco anos.
Forghieri afirma que empresas e talentos olham para a IA com perspectivas diferentes. Quando os profissionais não veem como a IA pode apoiá-los, cresce a resistência e o distanciamento.
Para reduzir o desalinhamento, o estudo recomenda redefinir estratégias de recrutamento e retenção. O objetivo é alinhar o crescimento das companhias às demandas por segurança e desenvolvimento dos trabalhadores.
A Randstad indica que o crescimento sustentável depende de investimentos, estratégia e de pessoas que acreditem no futuro da organização. Lideranças transparentes e caminhos de carreira claros podem sustentar o avanço no médio e longo prazo.
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