Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Quem é Augusto Lima, alvo de operação que mira Jaques Wagner

Nona fase da operação Compliance Zero mira Augusto Lima, ex-CEO do Master, ligado a Jaques Wagner e ao caso Master

Ex-sócio do Banco Master, empresário baiano Augusto Lima está sendo investigado pela PF (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
0:00
Carregando...
0:00
  • A Polícia Federal deflagrou a nona fase da Operação Compliance Zero, que também mira Jaques Wagner; Augusto Ferreira Lima teve prisão preventiva decretada em 18 de novembro de 2025.
  • Lima é ex-sócio do Banco Master e, segundo a PF, teve papel relevante ao levar ao banco o cartão de crédito consignado Credcesta, um dos pilares da instituição.
  • Em agosto de 2025, Lima passou a controlar o Banco Pleno S.A. (antigo Banco Voiter) e, após a nova fase da operação, foi afastado da direção do Banco Pleno.
  • O Credcesta foi criado na Bahia durante a gestão do PT, associando Lima à Ebal e à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, com Jaques Wagner à frente da pasta na época.
  • Lima saiu do Master em maio de 2024, transferindo 33,3 milhões de ações (18,62% do capital) a Daniel Vorcaro; ainda em janeiro de 2026, o site da Receita Federal o apontava como diretor do Master.

O Ministério Público Federal deflagrou, em novembro de 2025, a primeira fase da Operação Compliance Zero. A ação prendeu Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e levou à detenção de Augusto Ferreira Lima, empresário baiano de 46 anos, na nona fase deflagrada nesta quinta-feira, 18 de janeiro de 2026. A operação mira Jaques Wagner, líder do governo no Senado, entre outros.

Lima já havia deixado a sociedade do Master em 2024. A PF o aponta como figura relevante pela atuação anterior como executivo do banco, incluindo a implantação do cartão de crédito consignado Credcesta, que se tornou central na estratégia do Master. A prisão preventiva dele foi decretada no mesmo dia em que o banco foi liquidado.

A defesa de Lima informou que o empresário atuou dentro da lei, com transparência e responsabilidade técnica, observando as normas do sistema financeiro e da administração pública. A íntegra da manifestação foi encaminhada à imprensa pela defesa.

Detalhes da atuação de Augusto Lima no Master

Em novembro do ano passado, Lima foi detido em Salvador junto com outros executivos. Ex-CEO do Master, ele é visto pela PF como peça-chave por ter levado ao banco o Credcesta, produto de crédito consignado que consolidou o crescimento da instituição.

Antes da saída formal, em maio de 2024, Lima transferiu a participação no Master para Vorcaro. Em janeiro de 2026, porém, o nome dele ainda aparecia como diretor do Master no site da Receita Federal, segundo a imprensa.

O Credcesta nasceu na Bahia durante a gestão do PT e ganhou adesão entre servidores públicos e aposentados. A partir de 2019, o produto foi incluído em programas estaduais, ampliando a presença do cartão no mercado.

Conexões políticas e mudanças corporativas

A expansão do Credcesta esteve ligada ao cenário político local. Augusto Lima teve aproximação com lideranças do PT na Bahia, incluindo Jaques Wagner, que, na época, dirigia a Secretaria de Desenvolvimento Econômico. A assessoria do senador confirma o vínculo de 2017.

A relação entre Lima e Vorcaro, segundo interlocutores, não era próxima. Lima teria pedido a saída da sociedade após tomar conhecimento de operações questionáveis no banco. O acordo de maio de 2024 transferiu 33,3 milhões de ações, equivalentes a 18,62% do capital, para Vorcaro.

Novos rumos após a saída do Master

Após deixar o Master, Lima assumiu o controle do Banco Voiter, hoje Banco Pleno S.A., em 2024. A aquisição incluiu a corretora Intercap e o Credcesta, sob gestão do Pleno. A aquisição do Voiter, aprovada pelo BC, elevou o nível de escrutínio regulatório sobre o grupo.

As investigações tramitam no STF sob sigilo determinado pelo relator Dias Toffoli. Questionamentos sobre a transferência de controle do Voiter e a etapa de auditoria do Banco Central integraram o pano de fundo das apurações.

Contexto regional e vínculos políticos

Lima casou-se em 2024 com Flávia Peres, antiga deputada federal pelo PL e ex-ministra da Secretaria de Governo. Flávia atua na ONG Terra Firme, ligada ao marido, voltada ao combate à pobreza. O networking inclui relações com figuras da direita e centro-direita baiana.

A participação de Lima em atividades financeiras no estado foi acompanhada por interlocutores como ACM Neto e João Roma, reforçando a circulação de relações entre setores empresarial e político. Esse histórico compõe o cenário das apurações atuais.

A íntegra da defesa

A defesa de Augusto Lima afirma que as diligências desta quinta-feira foram desnecessárias, pois ele está à disposição das autoridades há seis meses para esclarecimentos. A defesa sustenta que as medidas visam demonstrar a licitude dos fatos apurados.

Segundo a nota, Lima sempre atuou conforme a lei, com transparência e responsabilidade técnica, respeitando as normas do sistema financeiro e da administração pública. O documento foi encaminhado aos veículos de imprensa para divulgação.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais