- A xAI, de Elon Musk, pretende tornar-se lucrativa até 2028 e tem caixa de US$ 10 bilhões.
- A empresa está levantando financiamento de US$ 15 bilhões (com demanda já garantida) e utiliza um modelo de capital inédito para centros de dados; o CFO é Anthony Armstrong.
- A corrida por capital ocorre enquanto a OpenAI projeta lucro em fluxo de caixa apenas em 2030 e a Anthropic estima 2028; o desempenho depende do acesso a capacidade computacional.
- O veículo de propósito específico Valor Compute Infrastructure planeja levantar US$ 7,5 bilhões em capital próprio, mais quase o dobro em dívidas, com Nvidia entre os financiadores (US$ 2 bilhões).
- A VCI mira adquirir US$ 22 bilhões em capacidade computacional, gastar US$ 5,3 bilhões já no dia seguinte em racks GB200, e ter encomendas de GB300 previstas para o início do próximo ano.
O laboratório de IA xAI, liderado por Elon Musk, deverá alcançar lucratividade até 2028, ainda que enfrente necessidade de captação adicional de recursos. A empresa mantém cerca de US$ 10 bilhões em caixa, conforme apresentação analisada pela Forbes.
Durante uma teleconferência com potenciais investidores de um veículo de financiamento, um executivo destacou que a xAI está acelerando a geração de receita e pode ter fluxo de caixa positivo em aproximadamente dois a três anos. Também foi citado que a empresa busca uma rodada de financiamento de cerca de US$ 15 bilhões, com indicativa de que a demanda poderá superar esse montante.
O cargo de CFO da xAI é ocupado por Anthony Armstrong, e o executivo da Valor Equity Partners, Jonathan Shulkin, comentou que a empresa utiliza um modelo de financiamento inédito para reduzir custos e riscos na construção de centros de dados. Shulkin afirmou ter atuado na função durante o verão norte-americano anterior.
A empresa tem enfrentado ceticismo de alguns parceiros; a xAI negou comentários de veículos de imprensa, enquanto a Nvidia não se posicionou sobre o assunto. A Valor Equity Partners não respondeu imediatamente a solicitações de comentário adicionais.
Corrida bilionária
A OpenAI estima alcançar lucratividade de fluxo de caixa apenas em 2030, com um forte investimento em infraestrutura de IA, enquanto a Anthropic projeta equilíbrio financeiro para 2028. Ambos os cenários refletem o peso dos custos de data centers na indústria.
Como em outras empresas de IA, o desempenho futuro da xAI depende fortemente do acesso a poder computacional. Centros de dados desse tipo podem exigir entre US$ 20 bilhões e US$ 30 bilhões, o que mantém a necessidade de novas captações, mesmo com caixa robusto.
A captação ocorre por meio de duas vias: uma rodada tradicional de ações e um veículo de propósito específico (VCI) criado pela Valor Equity Partners para adquirir componentes de data center e alugá-los à xAI. O objetivo é reduzir o custo de capital e acelerar a implementação.
A Valor Compute Infrastructure, gerida pela Valor Equity Partners e com Antonio Gracias entre seus gestores, busca levantar aproximadamente US$ 7,5 bilhões em capital próprio, somando dívida próxima ao dobro do valor. Entre os financiadores estão Nvidia e gestoras como Blue Owl, Apollo, GoldenTree e Marathon.
A VCI planeja distribuir retornos trimestrais aos investidores, com uma taxa interna de retorno estimada em 9%. O veículo espera adquirir US$ 22 bilhões em capacidade computacional, além de planejar investimentos já no dia seguinte para compra de racks de chips Nvidia GB200.
Encomendas de chips mais avançados, os GB300, avaliadas em mais de US$ 10 bilhões, devem ocorrer no início do próximo ano. A principal justificativa para a opção de financiamento via VCI é a redução no custo de capital em comparação ao financiamento com ações.
A notícia indica ainda que a estratégia de financiamento por meio de uma estrutura de SPV busca tornar viáveis ativos de data center sem exigir capital próprio de alto custo, mantendo a construção dos centros de dados em ritmo acelerado.
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