- 61% dos profissionais brasileiros pretendem procurar novo emprego em 2026, alta de sete pontos percentuais em relação a 2025.
- Motivos-chave são remuneração, desenvolvimento profissional e qualidade de vida, refletindo um mercado de trabalho mais aquecido.
- Entre quem busca mudança, 72% pretendem trocar de empresa na mesma área, enquanto 28% avaliam transição de carreira.
- Para quem fica na mesma área, os principais motivadores são melhores oportunidades de crescimento (45%), maior remuneração (42%) e novos desafios (31%), com trabalho remoto ou híbrido pesando igual aos demais fatores.
- Para quem muda de área, o peso financeiro é maior (63%), seguido de qualidade de vida (39%) e realização pessoal (29%).
O que aconteceu: pesquisa da Robert Half aponta que 61% dos profissionais brasileiros pretendem buscar uma nova colocação em 2026, avanço de sete pontos percentuais em relação a 2025. O resultado acompanha aquecimento do mercado e maior confiança entre candidatos.
Quem está envolvido: o levantamento, realizado pela Robert Half, ouviu 500 profissionais qualificados, empregados ou em busca de recolocação, em novembro de 2025. O estudo analisa intenções de mobilidade e fatores que pesam na decisão.
Quando e onde: a projeção é para 2026 e mira o mercado de trabalho no Brasil. A tendência reflete mudanças recentes no campo laboral, segundo o executivo Fernando Mantovani.
Por quê: a mobilidade é impulsionada por remuneração, desenvolvimento profissional e qualidade de vida. Esses elementos aparecem entre os principais motivadores da busca por novas oportunidades.
Novo emprego no horizonte
Entre quem pretende mudar, 72% planejam permanecer na mesma área, trocando de empresa. Outros 28% avaliam uma transição de carreira para outra área. O remanejamento dentro da área soma fatores de atração similares para mudança.
Para quem permanece na mesma área, as principais motivações são melhores oportunidades de crescimento (45%), maior remuneração (42%) e novos desafios (31%). Trabalho remoto ou híbrido aparece com o mesmo peso, seguido de benefícios mais atrativos (29%).
Entre os que consideram uma mudança de área, o peso financeiro é maior: 63% apontam salário como principal motivador. Em seguida aparecem qualidade de vida (39%), realização pessoal (29%), aprender algo novo (27%) e maior flexibilidade (24%).
Fatores de retenção
O estudo também aponta os motivos que levam profissionais a ficar nas organizações atuais. Benefícios e remuneração lideram a lista (52%). Modelos de trabalho flexíveis aparecem em segundo lugar (46%), seguidos por equilíbrio vida pessoal e profissional (33%), ambiente e cultura (31%) e oportunidades de desenvolvimento (25%).
Mantovani afirma que retenção depende de uma abordagem ampla das empresas. Ainda que a remuneração seja relevante, bem-estar, desenvolvimento e flexibilidade ganham peso nas decisões de carreira.
Metodologia
A sondagem é de uma pesquisa proprietária da Robert Half, realizada em novembro de 2025. Foram entrevistados 500 profissionais qualificados, empregados ou em busca de recolocação. O estudo reúne percepções sobre o mercado de trabalho para 2026.
O Guia Salarial da Robert Half, citado na pesquisa, reúne dados sobre salários e competências demandadas, servindo como referência para o posicionamento no mercado.
Entre na conversa da comunidade