- O presidente dos EUA ameaçou tarifas de 10% a partir de 1º de fevereiro para Alemanha, França, Reino Unido, Holanda, Finlândia, Suécia, Noruega e Dinamarca, com possibilidade de 25% até 1º de junho, caso não haja acordo sobre Groenlândia.
- O ouro atingiu máximas históricas, acima de 4.800 dólares por onça, enquanto o Bitcoin caiu para a faixa dos noventa mil dólares, com negociações intradiárias em torno de 87 mil.
- O mercado de criptomoedas perdeu quase 150 bilhões de dólares em valor de mercado, com liquidações em posições alavancadas.
- A União Europeia avalia ativar o instrumento anti-coerção, com apoio de governos como o francês; o tema reacende tensões entre EUA e UE.
- Embora haja demanda institucional por Bitcoin, com entradas em ETFs, analistas divergem sobre o papel da moeda como hedge geopolítico versus ativo de risco.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou tarifas de 10% a oito países europeus caso a Dinamarca não ceda Greenland. A medida pode subir para 25% até 1º de junho, a menos que haja um acordo sobre o território. A fala elevou a tensão econômica global, com reflexo imediato em ativos de risco no dia 20 de janeiro.
A iniciativa marca a retomada de uma disputa comercial entre EUA e UE, após uma trégua temporária. O bloco europeu considera ativar o instrumento anti-coercitivo, que permite tarifas e limites a investimentos. Macron sinalizou interesse em usar esse mecanismo; Weber, da Parlamento Europeu, disse que o acordo anterior ficou em suspenso.
Mercado financeiro e criptomoedas respondem com volatilidade. Ouro atingiu recordes, enquanto o Bitcoin caiu para a faixa dos 90 mil dólares, com operações intradiárias próximas de 87 mil. A liquidação de posições alavancadas derrubou a capitalização de mercado em quase 150 bilhões de dólares.
Choque tarifário e desdobramentos
Economistas da ING estimaram que tarifas adicionais de 25% podem reduzir o crescimento do PIB europeu em cerca de 0,2 ponto percentual, aumentando receios de recessão na região. Economias exportadoras, como a Alemanha, enfrentam pressão adicional, com queda de 9,4% nas exportações aos EUA de janeiro a novembro.
As tensões também ampliam incertezas sobre o comércio internacional, com a the EU buscando mecanismos de resposta para proteger membros vulneráveis. Países europeus detêm cerca de 8 trilhões de dólares em ativos dos EUA, evidenciando a interdependência entre as duas potências econômicas.
Criptomoedas sob pressão e leituras
Bitcoin perdeu terreno frente a ativos de risco, contrariando a narrativa de ser reserva de valor descentralizada. Dados indicam perdas relevantes em posições de longo prazo, à medida que margens caem durante horários de baixa liquidez na Ásia.
Analistas destacam que o comportamento atual de Bitcoin varia entre hedge geopolítico e ativo de maior risco para alguns investidores. O mercado de derivativos mostra viés mais pessimista, com interesse de venda em prêmios para proteções de queda até meados do ano.
Contudo, demanda institucional sustenta algum piso para o mercado de cripto. dados da MEXC indicaram entrada expressiva de ETFs de Bitcoin, com fluxos semanais relevantes, sugerindo oferta reduzida. Analistas destacam que o resultado dependerá de movimentos políticos nos próximos meses.
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