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Audiovisual brasileiro aponta 2026 como ano de virada

Regulação do audiovisual é apontada como chave para ampliar a presença brasileira no mercado e sustentar o crescimento até 2029, com previsão de 3,6 bilhões de reais

Kleber Mendonca Filho foi eleito o melhor diretor em Cannes pelo filme "O Agente Secreto". Foto: Miguel MEDINA / AFP
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  • Projeções da PwC apontam que o Brasil chegará a 3,6 bilhões de reais na indústria audiovisual em 2029, avanço de cerca de 34% em relação a 2024.
  • O Agente Secreto recebeu reconhecimento internacional no Globo de Ouro; Ainda Estou Aqui estreou em mais de quarenta países e faturou cerca de 200 milhões de reais, com o longa somando quase cinquenta milhões de reais no global e 56 troféus pelo mundo.
  • Internamente, aproximadamente 10% dos 112,5 milhões de espectadores de 2025 assistiram a filmes brasileiros, mas houve retração de 10% em relação a 2024 e apenas três das dez maiores bilheterias foram nacionais.
  • A regulação é defendida como condição para serviços de qualidade, catálogo nacional sólido e fomento via Condecine; há um projeto de lei em construção para regulamentar VoD e streaming, ainda sem relatores.
  • A reportagem enfatiza a importância da cultura para soberania nacional, destacando o papel do audiovisual brasileiro como ponte entre o país e mercados globais, com necessidade de políticas estruturantes para ampliar o crescimento interno e externo.

O cinema brasileiro vive um momento de destaque internacional, sinalizado pelo Globo de Ouro de Melhor Filme em língua não inglesa para O Agente Secreto. O reconhecimento acompanha o sucesso de Ainda Estou Aqui, que abriu caminhos para o Brasil no cenário global. O país projeta alcançar 2% da receita mundial da indústria cinematográfica até 2029.

Dados de mercado indicam que o Brasil deve chegar a 3,6 bilhões de reais na indústria audiovisual em 2029, representando crescimento de 34% em relação a 2024. O projeto envolve avanços regulatórios para plataformas de streaming e o fortalecimento da produção independente via Condecine.

As conquistas recentes não são isoladas: Ainda Estou Aqui estreou em mais de 40 países e faturou cerca de 200 milhões de reais. O Agente Secreto acumula 56 troféus globais e aproxima-se de 50 milhões de reais em receita mundial, consolidando a atuação brasileira em festivais.

Outras produções ajudam a sustentar o momento virtuoso, como O Auto da Compadecida 2, com mais de 4 milhões de espectadores, e O Último Azul, premiado no Festival de Berlim. Ainda aparecem os títulos Manas, A Melhor Mãe do Mundo, Ato Noturno, além de projetos documentários e curtas que ganham espaço internacional.

Especialistas afirmam que, apesar do crescimento, o mercado brasileiro ainda depende fortemente do streaming estrangeiro. A indústria destaca a necessidade de políticas estruturantes para ampliar a presença nacional em catálogos e garantir fomento via Condecine.

O debate público segue sobre a regulação do VoD e streaming no Brasil. Representantes da cadeia audiovisual participaram de um processo de construção de um projeto de lei com o objetivo de assegurar autonomia criativa, competitividade e soberania cultural.

Quem atua no setor enfatiza que o Brasil é o segundo maior mercado de streaming do mundo e que o fortalecimento da produção independente beneficia a economia e a diversidade cultural. A regulação é apresentada como ferramenta para garantir serviços de qualidade aos consumidores.

O tema envolve ainda a relação com o mercado externo e o uso de recursos para fomento. A legislação apresentada busca equilíbrio entre inovação tecnológica, modelos de negócio e proteção aos valores culturais nacionais, diante de potências globais.

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