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Cedae manteve R$ 240 milhões no Master após questionamentos

Cedae manteve mais de R$ 240 milhões em CDBs do Banco Master, mesmo com questionamentos ao TCE sobre riscos e gestão dos investimentos

Vista do prédio da Cedae, no Rio de Janeiro
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  • A Cedae manteve mais de R$ 240 milhões investidos em Certificados de Depósito Bancário no Banco Master, mesmo após questionamentos sobre riscos em outubro de 2024.
  • Em 31 de dezembro de 2023, a empresa tinha R$ 206 milhões em CDBs da instituição, equivalentes a 9% do total de investimentos na época.
  • Entre 2023 e 2025, o montante investido no Master aumentou, chegando a quase R$ 250 milhões em junho de 2025, representando até 9,5% do total de investimentos.
  • O deputado Luiz Paulo (PSD) acionou o Tribunal de Contas do Estado em abril de 2025 para esclarecer fatores que justificavam os investimentos; a denúncia foi aceita em agosto do ano passado e tramita em sigilo.
  • A Cedae afirma ter cumprido procedimentos de compliance e que, desde 2022, a política de investimentos prioriza ativos de alta liquidez e baixo risco; investimentos acima de R$ 250 mil não são cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos.

A Cedae manteve mais de R$ 240 milhões investidos em CDBs do Banco Master, mesmo após questionamentos sobre os riscos da operação, segundo documentos obtidos pelo UOL. O montante consta de investimentos realizados desde 2023 e permanecem sob avaliação.

O questionamento inicial ocorreu em outubro de 2024, quando o deputado Luiz Paulo (PSD) solicitou detalhes sobre medidas para mitigar riscos de mercado, crédito e liquidez ligados aos investimentos da estatal. A demanda foi encaminhada ao presidente da empresa.

Entre 2023 e 2025, o volume aplicado no Master só aumentou. O balanço de 31 de dezembro de 2023 apontava 206 milhões de reais em CDBs da instituição, equivalente a 9% do total de investimentos da Cedae naquela época. Em 2024 já somava mais de 210 milhões e, em junho de 2025, chegou próximo de 250 milhões, com participação de até 9,5% do portfólio.

A solicitação de Luiz Paulo ao TCE ocorreu em abril de 2025, com pedido de esclarecimentos sobre justificativas técnicas para o investimento. O TCE abriu a análise em agosto do ano passado, em sigilo, após acatar a denúncia.

Para o deputado, a aplicação em instituição de médio porte sujeita a riscos elevados compromete a sustentabilidade financeira da empresa pública e questiona princípios de eficiência, economicidade e prudência na gestão de recursos públicos.

Segundo o texto apresentado pela deputada, a liquidez e a proteção de recursos não estariam asseguradas caso o banco fosse liquidado, já que os investimentos superam o limite coberto pelo FGC. O fundo funciona como garantia de depósito em caso de falência.

A Cedae afirmou ter seguido procedimentos de compliance e análises jurídicas. Em nota, a companhia disse que, desde 2022, a política de investimentos priorizou ativos de alta liquidez e baixo risco, com rentabilidade próxima ao CDI, fortalecendo o caixa e o autofinanciamento.

Atualizações e próximos passos

  • A tendência é que o TCE finalize a análise com base em documentos recebidos e informações adicionais solicitadas.
  • A fiscalização continuará a avaliar se houve adequação aos princípios de boa gestão de recursos públicos.
  • A Cedae mantém o posicionamento de que as decisões de investimento foram embasadas em diretrizes próprias de governança e compliance.

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