- Esther Dweck, ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, representou o Brasil no Fórum Econômico Mundial em Davos e participou do painel sobre o teto de crescimento da América Latina.
- Ela afirmou que a integração regional pode ampliar o crescimento, destacando três frentes: infraestrutura, integração produtiva com cadeias de valor regionais e integração de políticas sociais.
- A ministra ressaltou o desempenho do Brasil nos últimos três anos e o papel do governo na reversão parcial de sobretaxas impostas pelos Estados Unidos.
- Também mencionou o acordo entre Mercosul e União Europeia, assinado recentemente após vinte e cinco anos de negociações.
- Dweck disse que há cinco frentes de crescimento: redução de desigualdades por meio de redistribuição de renda, reforma tributária, reorganização do orçamento, retomada de transferências de renda e redução do déficit fiscal em mais de setenta por cento.
Em Davos, Davos, Suíça, a ministra Esther Dweck participou do Fórum Econômico Mundial. Ela integrou o painel “Superando o teto de crescimento da América Latina” nesta quarta-feira, 21. O objetivo foi discutir políticas que promovam crescimento na região, hoje em torno de 2%.
A convite do governo brasileiro, a única representante do Brasil no evento ressaltou que a integração da América Latina pode ampliar o potencial de crescimento. Ela defendeu três frentes: infraestrutura, integração produtiva e políticas sociais articuladas.
Segundo a ministra, o Brasil vem crescendo nos últimos três anos e busca ampliar ganhos por meio de diplomacia econômica. Ela citou a reversão parcial de tarifas dos EUA como exemplo do papel do governo na defesa de setores atingidos.
Dweck destacou ainda a importância do acordo entre Mercosul e União Europeia, assinado recentemente após décadas de negociações. O movimento é visto como etapa relevante para a integração regional e o comércio externo.
Em relação ao mandato do presidente Lula, a ministra apontou uma combinação de medidas dos governos anteriores. Ela mencionou reformas fiscais, reorganização orçamentária e a retomada de programas de transferência de renda.
Ela frisou cinco frentes para o crescimento, sendo a distribuição de renda a primeira. A reforma tributária foi citada como marco, com simplificação do sistema e melhoria na tributação, segundo a avaliação da pasta.
Integração regional como motor do crescimento
Além disso, a ministra reiterou que a integração regional pode gerar ganhos de escala e eficiência. Ela ressaltou a necessidade de cadeias de valor regionais mais articuladas para impulsionar o desempenho econômico.
Contexto do Fórum e desdobramentos
O Fórum Econômico Mundial existe há 55 anos e reúne líderes globais. Este ano, o tema é Um Espírito de Diálogo, voltado para cooperação entre políticas, empresas e organizações.
A participação da brasileira marca alinhamento entre governo e agendas de crescimento regional. A fala reforça a visão de que a integração é ferramenta estratégica para ampliar o desempenho econômico da região.
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