- O ICEI avançou 0,5 ponto em janeiro de 2026, para 48,5 pontos, indicando falta de confiança entre empresários industriais, mesmo com alta dos juros.
- O levantamento ouviu 1.058 empresas entre 5 e 9 de janeiro de 2026, envolvendo 426 pequenas, 383 médias e 249 grandes.
- O indicador é dividido em condições atuais da economia e expectativas; ambas as leituras ajudam a entender o humor do setor.
- O ICEI é composto pela soma das medidas de condições atuais (44 pontos) e de expectativas (50,7 pontos); valores abaixo de 50 apontam pessimismo.
- A alta da taxa Selic, hoje em 15% ao ano, é vista como principal fator que sustenta a visão de menor confiança, ainda que as expectativas para os próximos seis meses tenham voltado a ficar positivas.
O governo divulgou hoje os primeiros resultados do ICEI de 2026. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou que ouviu 1.058 empresas entre 5 e 9 de janeiro. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) ficou em 48,5 pontos, alta de 0,5 ponto frente a dezembro.
Mesmo com o avanço, o ICEI de janeiro é o pior para o mês em uma década. O indicador varia de 0 a 100 e valores abaixo de 50 apontam falta de confiança entre os empresários. O resultado confirma um cenário desafiador desde o início de 2025.
Ao todo, foram entrevistadas 426 microempresas, 383 médias e 249 grandes. Azevedo explicou que a confiança vem se mantendo baixa desde o fim de 2024, pressionada pela elevação da Selic e pelos efeitos sobre a atividade econômica.
Influência dos juros
A taxa básica de juros está em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos, conforme o BC. A Selic serve como referência para empréstimos a pessoas físicas e empresas. O Banco Central adotou o aperto monetário para conter a inflação.
Azevedo destacou que a alta de juros freou o ritmo de atividade, contribuindo para a deterioração da confiança entre os empresários. Ainda assim, houve uma percepção de estabilização em relação ao início do ano.
Componentes do ICEI
O indicador de condições atuais da economia subiu 0,2 ponto, para 44. Essa leitura indica que empresários avaliam a economia e os negócios como piores do que há seis meses.
Já o componente de Expectativas avançou 0,7 ponto, para 50,7. O estudo aponta que o movimento representa retorno à neutralidade e expectativas positivas para os próximos seis meses, com o otimismo puxado pela performance esperada das empresas. As perspectivas para a economia aparecem mais negativas.
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