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Ray Dalio alerta que Trump pode acionar guerras de capital globais

Dalio alerta para Guerra de capital global em resposta a tarifas; rendimentos dos Treasuries sobem e investidores migram para ativos reais

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  • Ray Dalio alerta, no Davos, para uma possível “guerra de capital” global em que o fluxo de dinheiro pressiona decisões políticas.
  • Rendimentos dos títulos dos EUA sobem, com o Tesouro de 10 anos a 4,29%, nível mais alto desde setembro.
  • Trump volta a ameaçar tarifas a oito países da OTAN, com possibilidade de tarifas de 10% a 25%.
  • Investidores cobram prêmio maior pela dívida americana, diante da instabilidade gerada pelas tarifas.
  • Ouro dispara 3,25% para US$ 4.053 por onça; bitcoin cai 4% nas últimas 24 horas.

Ray Dalio afirma que o mundo enfrenta uma nova forma de conflito financeiro: a guerra de capital. O investidor e fundador da Bridgewater Associates alertou sobre o uso de fluxos de dinheiro como arma geopolítica, em Davos, durante o Fórum Econômico Mundial.

Essa leitura surge no contexto de tensões comerciais entre EUA e aliados. O Tesouro americano registrou alta nos rendimentos de títulos de 10 anos, pressionado por medo de tarifas e políticas protecionistas, mesmo com o Fed mantendo a projeção de juros estáveis.

Trump voltou a sinalizar tarifas, incluindo países da OTAN, com possíveis início em fevereiro. Aেই medição pode evoluir para 25% até junho, sob justificativa de alinhamento com a compra da Groenlândia. Tais medidas impactam o custo do endividamento externo.

Dalio descreveu a ideia de guerra de capital como uma pressão sobre a dívida dos EUA, que financia o gasto público. Ele citou déficits e guerras comerciais como fatores que elevam a necessidade de financiamento externo.

De acordo com o investidor, governos estrangeiros detêm parcela significativa da dívida dos EUA, o que pode permitir pressões para mudanças políticas. Países podem congelar ativos ou restringir acesso a mercados de capitais em cenários de conflito.

A teoria de Dalio sustenta que o dólar segue como moeda de reserva dominante, com cerca de 60% das reservas globais em circulação. Em momentos de tensão, contudo, investidores podem migrar de dívida americana para ativos considerados mais seguros.

O ouro foi apontado como saída preferencial para evitar riscos do sistema financeiro. Na terça-feira, o metal valorizou cerca de 3,25%, fechando acima de US$ 4 mil por onça, enquanto o bitcoin caiu cerca de 4% no período analisado. Esses movimentos refletem a busca por proteção fora do mercado de crédito tradicional.

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