- O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Will Financeira, força-atividade fantasia do Will Bank, integrante do conglomerado do Banco Master, interrompendo atividades da instituição.
- O Will Bank passava a operar sob Regime Especial de Administração Temporária (Raet) do Banco Central após a liquidação do Banco Master, anunciada em 18 de novembro.
- A decisão de agora ocorreu para evitar agravamento da situação e prejuízos aos clientes e ao sistema, segundo o BC, que citou insolvência e risco econômico-financeiro.
- Houve tentativa de vender o Will Bank a um investidor de origem árabe, mas o negócio não foi concluído; além disso, a instituição descumpriu a grade de pagamentos com a Mastercard, levando à suspensão da aceitação de cartões.
- No caso relacionado ao Banco Master, o grupo foi liquidado pelo BC em dezembro de 2025; investigações apontam vínculos de sócios com pessoas ligadas ao Will Bank, e houve questionamentos de órgãos de controle sobre propostas de venda.
O Banco Will Bank, banco digital dedicado à inclusão financeira, teve liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central nesta quarta-feira (21). A medida envolve a Will Financeira, nome fantasia do Will Bank, e interrompe suas atividades. A instituição integra o conglomerado do Banco Master.
O Master já havia sido liquidado pelo BC em 18 de novembro. Desde então, o Will Bank operava sob o Regime Especial de Administração Temporária (Raet) do BC, que assumiu a gestão para evitar danos aos clientes e ao sistema financeiro.
A liquidação foi decretada após o BC identificar insolvência e compromissos econômico-financeiros que não permitiam continuidade segura das operações, incluindo o descumprimento de pagamentos com a Mastercard.
Segundo apurações, havia negociação para venda do Will Bank a um investidor árabe, que acabou não se concretizando, o que também pesou na decisão do BC. A suspensão de cartões foi comunicada pela própria instituição.
No caso do Banco Master, a liquidação ocorreu em 18 de dezembro de 2025, por desfechos semelhantes de dificuldades financeiras e exposição a investimentos de risco, segundo apuração da imprensa.
O Master enfrentava questionamentos de órgãos de controle sobre transparência, além de alta taxa de captação e propostas de venda que não prosperaram, como a do BRB.
Fontes da Polícia Federal indicam que Maurício Antônio Quadrado, ligado ao Will Bank, figura na segunda fase da Operação Compliance Zero, ligada a investigações sobre o grupo.
Entre na conversa da comunidade