- Vorcaro afirmou à Polícia Federal que o Banco Master tinha problemas de liquidez e utilizava o Fundo Garantidor de Créditos como modelo de negócio.
- Segundo a transcrição, a crise de liquidez foi agravada pela pressão por mudanças regulatórias e pelo ambiente de mercado, conforme relatos dos relatórios do Banco Central.
- O plano de negócio do banco era 100% baseado no FGC e a cessão de ativos era a principal captação até o anúncio de que o Master seria comprado pelo BRB, o que interrompeu as fontes de captação.
- O banco chegou a originar entre 400 milhões e 500 milhões de reais por mês, mas o tamanho foi reduzido para manter a liquidez.
- Em novembro de 2024, o Banco Central comunicou algo que levou o Master a montar um plano de ação.
O presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, confirmou à Polícia Federal que a instituição enfrentava problemas de liquidez e utilizava o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como modelo de negócio. A afirmação foi feita no depoimento encerrado no fim de 2025.
Segundo a transcrição do depoimento, obtida pelo blog via inteligência artificial, houve crise de liquidez e pressão para mudança regulatória, conforme apontam os relatos apresentados à PF. Vorcaro sustenta que relatórios do Banco Central indicaram esse contexto externo como fator relevante.
O empresário afirmou que o plano de negócio do Master dependia quase inteiramente do FGC. A cessão de ativos seria a principal fonte de captação até o anúncio da possível venda da instituição ao BRB, banco público do Distrito Federal. Após o anúncio, ele afirmou que as fontes de captação teriam sido encerradas.
Vorcaro indicou ainda que o banco já chegou a originar entre 400 milhões e 500 milhões de reais por mês, mas teve o volume reduzido para preservar a liquidez. Um ponto citado foi a comunicação do BC, em novembro de 2024, que levou ao desenvolvimento de um plano de ação.
Contexto e desdobramentos
O depoimento ocorre em meio a investigações que acompanham a situação do Banco Master e a possível intervenção ou aquisição pela instituição pública. As informações divulgadas destacam mudanças de estratégia financeiro-operacionais do banco.
O caso envolve questionamentos sobre a dependência de instrumentos de garantia para manter a liquidez e sobre a eficácia de medidas regulatórias diante de mudanças de cenário no mercado. Autoridades não detalharam prazos para novas etapas do processo.
As informações apresentadas até agora não configuram conclusão oficial sobre responsabilidade ou culpabilidade. A PF continua conduzindo diligências para esclarecer a relação entre liquidez, captação e a eventual negociação com o BRB.
Entre na conversa da comunidade