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PF começa a ouvir depoimentos em inquérito sobre compra do banco BRB

PF inicia oitivas de oito investigados no STF na apuração sobre compra do Banco Master pelo BRB; esquema pode ter movimentado até R$ 12 bilhões

Polícia Federal mira aplicações de quase R$ 1 bilhão do Rioprevidência no Banco Master; presidente e ex-diretores são alvo de buscas
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  • A Polícia Federal começou a ouvir oito investigados nesta segunda-feira, no inquérito sobre a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB, com depoimentos na sede do STF.
  • Serão ouvidos quatro investigados nesta segunda e outros quatro na terça-feira (27), em sessões presenciais e por videoconferência.
  • O alvo das apurações são supostas irregularidades na proposta de aquisição do Master pelo BRB, com a PF estimando um esquema envolvendo cerca de R$ 12 bilhões ligado a CDBs de rendimentos até 40% acima da taxa básica.
  • O caso chegou ao STF em dezembro, sob decisão do ministro Dias Toffoli; o inquérito foi prorrogado por mais 60 dias no dia 16.
  • A investigação já envolveu a tentativa de compra pelo BRB, que foi barrada pelo Banco Central, e a Polícia Federal trabalha ainda a segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura fraudes no mercado de capitais envolvendo o Master.

Oito investigados serão ouvidos nesta segunda-feira pelo inquérito que apura irregularidades na compra do Banco Master pelo BRB. Os depoimentos ocorrem na sede do STF, em sessões presenciais e por videoconferência, com continuidade na terça-feira. O objetivo é esclarecer suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Master.

Na abertura da muta de depoimentos, aparecem quatro investigados: Dário Oswaldo Garcia Júnior, diretor de Finanças do BRB; André Felipe de Oliveira Seixas Maia, diretor de empresa envolvida; Henrique Souza e Silva Peretto, empresário; e Alberto Felix de Oliveira, superintendente-executivo de Tesouraria do Master. Na terça-feira, prestam depoimento Robério Mangueira, Luiz Bull, Angelo Ribeiro da Silva e Augusto Lima.

O relator do caso é o ministro Dias Toffoli, que autorizou o cronograma de oitiva. O inquérito foi prorrogado por mais 60 dias em 16 de janeiro. A apuração acompanha a tentativa de aquisição do Master pelo BRB e supostas irregularidades associadas ao negócio.

O caso

A PF investiga emissão de Certificados de Depósito Bancário com promessas de rendimento até 40% acima da taxa básica. Investigadores afirmam que o retorno anunciado era irreal e que o esquema pode ter movimentado cerca de R$ 12 bilhões. Indícios apontam participação de dirigentes do BRB.

Em março, o BRB chegou a fechar acordo para comprar o Master, mas o negócio foi bloqueado pelo Banco Central. O dono do Master, Daniel Vorcaro, chegou a ser preso em novembro, na Operação Compliance Zero, mas foi solto dias depois pelo TRF-1.

Segunda fase da investigação

Na semana passada, a PF deflagrou nova etapa da Compliance Zero para aprofundar as apurações sobre fraudes vinculadas ao Master. O grupo investigado é acusado de explorar vulnerabilidades do mercado de capitais para fraudes.

A PF aponta indícios de cinco crimes, entre eles organização criminosa, gestão fraudulenta, indução de investidores, uso de informação privilegiada e lavagem de dinheiro. Foram identificadas operações com ativos sem liquidez e transações entre partes relacionadas.

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