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IPCA-15 desacelera em janeiro, mas registra alta de 4,5% em 12 meses

IPCA-15 desacelera no mês, mas fecha janeiro em 4,50% a 12 meses, mantendo pressão inflacionária e expectativa de cortes da Selic em março

Os resultados ficaram em linha com as expectativas
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  • O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, e a variação em 12 meses passou a 4,50% (de 4,41%), aproximando-se do teto da meta.
  • O mês manteve a desaceleração mensal, em linha com expectativas, enquanto o início de 2026 aponta para possível afrouxamento monetário no futuro.
  • Grupos relevantes: alimentação no domicílio avançou 0,31% no mês; habitação caiu 0,26% e transportes recuou 0,13%, com energia elétrica residencial em queda de 2,91% e passagens aéreas (-8,92%).
  • Em janeiro, o grupo saúde e cuidados pessoais subiu 0,81%, pressionado pela alta de itens de higiene pessoal; alimentos subiram devido a itens como tomate, batata e carnes.
  • O Banco Central deve divulgar a decisão sobre a Selic na quarta-feira, com expectativa de manutenção; o cenário de inflação é acompanhado por projeções de cortes ainda em 2026.

O IPCA-15 iniciou 2026 desacelerando na variação mensal, mas acelerou o ritmo em 12 meses. Em janeiro, o indicador subiu 0,20% frente a 0,25% de dezembro, segundo o IBGE. No acumulado de 12 meses, a inflação variou 4,50%, acima do teto da meta e próximo ao limite superior do band.

A leitura de janeiro ocorre um dia antes da decisão do Banco Central sobre a taxa Selic, com esperanças de começo de afrouxamento monetário. Expectativas apontam para manutenção da taxa na próxima reunião, com possibilidade de cortes a partir de março, conforme divulgação de pesquisas e cenários apresentados pelo mercado.

Desempenho por grupo

A alimentação no domicílio subiu 0,21%, interrompendo sete meses de queda. Entres os itens, tomates, batata-inglesa, frutas e carnes pressionaram o índice. O grupo Saúde e cuidados pessoais avançou 0,81%, puxado por higiene pessoal, que teve alta de 1,38%.

Por outro lado, Habitação recuou 0,26%, com energia elétrica residencial caindo 2,91% após a adoção da bandeira verde. Transportes registrou queda de 0,13%, reflexo da queda nas passagens aéreas (-8,92%) e de ônibus urbano (-2,79%).

Perspectivas e fatores

Economistas destacam desinflação gradual, com apoio da valorização cambial, menor volatilidade de commodities e redução de custos de produção. A inflação de serviços recuou de 0,70% para 0,15%, influenciada pela queda de passagens aéreas, ainda que, excluído esse item, o ritmo seria de 0,36%.

Segundo a pesquisa Focus, o mercado projeta o primeiro corte da Selic em março, levando a taxa para 12,25% ao fim de 2026, com inflação em torno de 4,0%. A divulgação oficial da decisão do Copom ocorre nesta semana.

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