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Marcas de luxo investem bilhões para fugir do aluguel nos EUA

Marcas de luxo investem bilhões para escapar do aluguel nos EUA, criando endereços próprios com projetos bilionários em Nova York, Beverly Hills e outras cidades

Louis Vuitton planeja um desenvolvimento de US$ 900 milhões na Rodeo Drive, em Beverly Hills
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  • Luxo busca endereços próprios nos EUA para escapar de aluguéis altos, conforme relatório da JLL.
  • Aluguéis dos principais corredores subiram no último ano, com Madison Avenue em alta de 19% e SoHo, 17%.
  • Investimentos bilionários visam criar marcos arquitetônicos: Louis Vuitton em Beverly Hills (US$ 900 milhões), Armani em Nova York (US$ 400 milhões) e Rolex em Nova York (US$ 135 milhões).
  • A estratégia é descrita como “buy their way in” para evitar renegociação de contratos e disputas por espaços maiores.
  • O movimento também ocorre fora do ultra-luxo: Uniqlo comprou parte de sua flagship na Quinta Avenida por US$ 350 milhões, e IKEA comprou edifício no SoHo por US$ 213 milhões.

Algumas das maiores marcas de luxo estão migrando de contratos de locação para imóveis próprios nos Estados Unidos, em busca de maior estabilidade e controle de marca. Investimentos bilionários visam criar endereços estratégicos e permanentes, dizem analistas.

Um relatório da JLL sobre 40 corredores comerciais revela que a decisão vai além da matemática do mercado imobiliário, representando uma estratégia de sobrevivência de marca frente a aluguéis elevados e contratos mais onerosos.

Os dados mostram que aluguéis subiram em média 10% no último ano, com picos em Madison Avenue (19%) e SoHo (17%). Em outros bairros, como Chestnut Street, Filadélfia, houve alta de 67%.

Na região de Fulton Market, Chicago, o aumento chegou a 43%, impulsionado por novos empreendimentos gastronômicos e corporativos. A taxa de vacância próxima de mínimos históricos complica renegociações.

Cidades como Nova York, Los Angeles e Miami concentram cerca de 80% das novas aberturas de lojas de luxo, elevando a pressão por espaços maiores e contratos mais estáveis para as marcas.

Projetos bilionários

Louis Vuitton planeja um complexo de US$ 900 milhões na Rodeo Drive, em Beverly Hills, chamado The Destination Block. O projeto ocupa um quarteirão e reúne flagship, espaços expositivos, café e rooftop.

Giorgio Armani concluiu, em 2024, um complexo de uso misto de US$ 400 milhões na Madison Avenue, com boutique, Armani/Casa, restaurante e residências de luxo em um prédio de 12 andares.

Rolex avança para uma torre de 28 andares na Quinta Avenida, em Nova York, com investimento de US$ 135 milhões, incluindo showroom imersivo dedicado à engenharia da marca.

A JLL classifica o movimento como buy their way in, ou seja, comprar o próprio acesso. O relatório aponta que varejistas usam a compra de imóveis para evitar renovação de contratos ou disputas por espaços maiores.

A liquidez do varejo de rua está em patamar alto desde 2015, e os ativos deste segmento cresceram 82% em 2025, segundo a consultoria.

Além do ultra-luxo

O fenômeno também atinge o varejo de massa. Em janeiro, a Uniqlo encerrou a compra de parte de sua flagship na Quinta Avenida por US$ 350 milhões, abrindo espaço sem aluguel permanente.

A IKEA comprou um edifício na 529 Broadway, SoHo, por US$ 213 milhões. Em Beverly Hills, a ECA Limited vendeu imóvel na Rodeo Drive, 338 North, por US$ 400 milhões a comprador não informado.

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