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Apoio à privatização de estatais chega a 54% e atinge recorde

Apoio à venda total ou parcial de estatais chega a 54% (recorde) em janeiro de 2026, e 41% defendem que o governo continue dono dos ativos

A pesquisa foi feita pelo PoderData de 24 a 25 de janeiro de 2026; a margem de erro é de 2 pontos percentuais
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  • Apoio à privatização total ou parcial de estatais chega a 54%, o maior registro do PoderData desde setembro de 2021.
  • Desse total, 35% defendem venda de parte das empresas e 19% defendem venda de todas as estatais.
  • Quase metade da população (41%) defende que o governo continue sendo dono das estatais, o menor patamar já registrado.
  • A pesquisa foi realizada de 24 a 26 de janeiro de 2026, com 2.500 entrevistas em 111 municípios, margem de erro de 2 pontos percentuais.
  • O levantamento aponta deslocamento de opinião sobre a presença do Estado na economia, em meio ao cenário eleitoral.

A pesquisa realizada pelo PoderData, entre 24 e 26 de janeiro de 2026, aponta que o apoio à venda total ou parcial de estatais atingiu 54%. O levantamento soma 35% de venda de parte das empresas e 19% de venda de todas as estatais. A parcela favorável ao governo manter o controle é de 41%.

O estudo foi realizado por telefone com 2.500 pessoas em 111 municípios de todas as 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais e o intervalo de confiança é de 95%.

Resultados principais

Entre os entrevistados, 41% defendem que o Estado permaneça como proprietário. Esse patamar é o menor já registrado pelo painel, que caiu 6 pontos percentuais em um ano, mesmo com o atual governo defendendo, em alguns momentos, menor presença do Estado na prática.

Detalhes por perfil

Apoio à venda parcial é maior entre Sul (39%) e renda familiar acima de 5 salários mínimos (45%). A venda total aparece com maior intensidade no Norte (26%) e renda acima de 2 salários mínimos (23%). O antipático à privatização é mais comum no Nordeste (50%) e renda até 2 salários mínimos (46%).

Contexto político

A leitura dos dados sugere mudança de opinião sobre a presença estatal na economia. Em 2021, o governo tinha maior apoio ao controle estatal; hoje, parte do eleitorado se mostra favorável à privatização, o que pode indicar desalinhamento com a agenda histórica do lulismo.

Sobre o recorte por voto

Quem votou em Lula no 2º turno tende a defender o Estado como proprietário (51%), enquanto quem votou em Bolsonaro, 73% apoiam privatizações. O conjunto de dados sinaliza divergências entre posição ideológica e votação anterior.

Metodologia e credibilidade

O PoderData descreve a base como proporcional a sexo, idade, renda e região, com dezenas de milhares de ligações para selecionar a amostra. A metodologia e o tamanho da amostra são detalhados nos materiais de divulgação da pesquisa.

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