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Austrália gasta mais com isenções a proprietários que com moradia e aluguel

Concessões fiscais a proprietários somam $12.3bn em 2025, acima dos gastos com moradia social, sem-teto e aluguel, cuja participação fica em 3.6%

Research by Acoss shows tax concessions for landlords cost $12.3bn in 2025, while total expenditure on key housing assistance programs totalled $9.6bn.
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  • Acoss aponta que as concessões fiscais para locatários chegam a $12.3bn em 2025, supera o gasto total com habitação social, sem abrigo e assistência a aluguel, que somam $9.6bn.
  • A participação de moradias dedicadas à habitação social caiu para 3,6%, mínimo histórico, frente 5,7% nos anos 1990.
  • A disponibilidade de moradias acessíveis para famílias de baixa renda diminui em meio à crise de aluguel, com aumento de filas para habitação social.
  • O aluguel médio subiu 43% nos últimos cinco anos, chegando a $681 por semana, elevando o peso da renda familiar com moradia.
  • Organizações e especialistas cobram redirecionar recursos para habitação social, reduzir benefícios a investidores e ampliar metas de moradia pública.

Australia gasta mais em benefícios fiscais para proprietários do que em habitação social, sem-teto e assistência para aluguel somadas, aponta estudo da Australian Council of Social Service (Acoss).

Segundo a Acoss, os concedidos para investidores chegaram a 12,3 bilhões de dólares em 2025, enquanto o gasto com habitação social atingiu 3,6% do total de casas, nível recorde de baixa.

A proporção de moradias destinadas à habitação social caiu para 3,6% em 2025, frente a 5,7% nos anos 1990, conforme dados da Productivity Commission.

Investimentos fiscais versus habitação social

A mesma análise indica que o gasto total com programas de assistência à moradia somou 9,6 bilhões de dólares, menor que as isenções para proprietários.

Concentradas entre pessoas mais ricas e de idade mais avançada, as isenções elevam o preço das casas e agravam desigualdades, reforça Jacqueline Phillips, diretor adjunto da Acoss.

O relatório aponta que a demanda por habitação pública segue elevada: cerca de 190 mil famílias estão na fila de espera, ante 169 mil em 2024 e 141 mil em 2018.

Impactos na população e na política

O déficit de oferta acompanha um aluguel mediano em alta: o valor médio de aluguel subiu 43% nos últimos cinco anos, situando-se em 681 dólares por semana.

A proporção de domicílios na lista de maior necessidade de habitação social — pessoas desabrigadas ou em risco — cresceu de 26% para 41% no último decênio.

Maiy Azize, porta-voz nacional do Everybody’s Home, diz que o país convive com uma crise habitacional que já se tornou norma percebida. Ela cobra mudança de política para reduzir incentivos a investidores e ampliar a habitação comunitária.

Quando observado o contexto internacional, a OCDE já pediu ao governo de retrospectiva reformas para impulsionar a habitação social, reforçando a pressão por redirecionar recursos.

Perspectivas futuras

Mesmo com pesquisas destacando a necessidade de mais habitação social, menos de 2% das casas construídas atualmente são destinadas a esse segmento, situação que agrava a vulnerabilidade de famílias de baixa renda.

As informações destacam um debate em curso sobre como realocar bilhões de dólares para reduzir a escassez de moradia acessível e as listas de espera, com propostas incluídas em comissões parlamentares sobre financiamento de imóveis.

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