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Copom deve cortar juros em março; Fed vai esperar para ver

Copom sinaliza início de cortes na próxima reunião, em março, enquanto o Fed mantém juros e adota cautela até novos dados econômicos

Jerome Powell, presidente do FED: sem cortes de juros à frente
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  • Copom mantém a Selic em 15,00% ao ano e sinaliza início do ciclo de cortes já na próxima reunião, possivelmente com queda de 25 pontos-base, conforme leitura de inflação.
  • A curva de juros brasileira foi recalibrada, com expectativa de a Selic ficar acima do nível neutro por um tempo, com projeção de taxa ao fim de 2026 em around 11,50%.
  • O Federal Reserve manteve os juros entre 3,50% e 3,75% ao ano e não sinalizou cortes para março ou abril; decisão reflete economia aquecida e mercado de trabalho estável.
  • No pré-mercado, ETFs relacionados ao Brasil sobem e os futuros dos principais índices dos EUA apresentam leve alta.
  • Indicadores: no Brasil, o IGP-M de janeiro ficou em +0,41%; nos EUA, pedidos iniciais de seguro-desemprego ficaram em 206 mil.

O Copom confirmou a manutenção da Selic em 15,00% ao ano, mas sinalizou abertura para iniciar o ciclo de cortes já na próxima reunião, em março. O tom do comunicado enfatizou serenidade e calibragem do ritmo, deixando espaço para um ajuste gradual.

Mesmo com a indicação de início do afrouxamento, o cenário permanece dependente da inflação. O mercado revisa a curva de juros, esperando uma taxa próxima de 11,5% ao fim de 2026, com cortes a partir de abril, conforme o andamento da meta de inflação.

Nos Estados Unidos, o Fed manteve a taxa Selic americana entre 3,50% e 3,75% ao ano, como esperado. O comitê não sinalizou cortes iminentes, citando atividade econômica ainda sólida e mercado de trabalho estável. Powell ressaltou dúvidas entre diretores sobre a rigidez da política.

A leitura é de que o FED não tem pressa para reduzir juros no curto prazo. Contratos futuros apontam dois cortes de 25 pontos-base até o fim de 2026, mas a decisão continuará baseada em dados macro. Ruídos políticos envolvendo a independência da autoridade não alteraram a decisão de hoje.

Perspectivas

As cotas do ETF EWZ da iShares negociadas em Wall Street e os contratos futuros dos principais índices exibem leve alta no pré-mercado, com ritmo de negócios pressionado pela diferença entre as duas economias.

Indicadores

  • Brasil: IGP-M (Jan) observado +0,41%, esperado +0,41%, anterior -0,01%.
  • EUA: Pedidos iniciais de seguro-desemprego apontaram 206 mil, esperado; anterior foi 200 mil.

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