- Haddad afirmou que o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, soube dos problemas de liquidez do Banco Master apenas após assumir a instituição no ano passado.
- Segundo o ministro, a gestão anterior não relatou à Fazenda a existência de supostas irregularidades na instituição financeira.
- A partir da posse de Galípolo houve diálogo com o Banco Central sobre os problemas do Master, incluindo a compra pelo Banco de Brasília e a questão das carteiras de crédito sem lastro que custaram 12,2 bilhões ao BRB.
- Há duas ramificações: a venda das carteiras fraudadas ao BRB e a troca de títulos irregulares por outros ativos, envolvendo o Ministério Público Federal e a Polícia Federal.
- O rombo pode chegar a até 5 bilhões de reais; o BC solicitou aumento de provisão, de 2,6 bilhões, para cobrir perdas pela negociação com o Master, com adicionais de 2,2 bilhões.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, tomou conhecimento dos problemas de liquidez do Banco Master apenas após assumir a gestão, no ano passado. Segundo Haddad, a gestão anterior não relatou à pasta as supostas irregularidades.
Ele disse que, desde a posse de Galípolo, houve diálogo com o BC sobre o Master, incluindo a venda ao BRB e a questão das carteiras de crédito sem lastro, que custaram 12,2 bilhões ao banco estatal do Distrito Federal. Segundo o ministro, houve envolvimento do MPF e da PF em poucos meses.
Haddad ressaltou que, para ele, as fraudes não configuram má gestão, mas crime, o que abriu investigação. Disse também não ter se encontrado com o dono do Master, Daniel Vorcaro, mas reconheceu disputas de narrativas sobre a concorrência e a sustentabilidade das operações.
Desdobramentos no BRB e no BC
A reportagem aponta que o caso envolve duas frentes: a venda de carteiras fraudadas ao BRB, já sob apuração com MPF e PF; e a troca de ativos irregulares por outros instrumentos, com avaliação das garantias. O ministro não estimou o tamanho total do problema.
O BC já havia determinado ao BRB uma provisão inicial de 2,6 bilhões para 2026. Segundo o diretor de fiscalização do BC, Ailton de Aquino, houve pedido de aumento para cobrir perdas ligadas às negociações com o Master, devido à qualidade menos favorável dos ativos.
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