- A Lockheed Martin elevou a perspectiva para 2026, esperando receita entre 77,5 bilhões e 80 bilhões de dólares e lucro por ação entre 29,35 e 30,25, acima das estimativas de analistas.
- No quarto trimestre, a empresa registrou receita de 20,32 bilhões de dólares, em alta em relação aos 18,62 bilhões do mesmo período do ano anterior.
- O segmento de mísseis teve o maior crescimento, com alta de 17,8% na comparação anual. Os setores aeronáutico e de defesa também apresentaram ganho, com a aeronáutica subindo 6,4% na receita.
- A empresa firmou acordos para ampliar a produção de interceptadores Patriot PAC-3 para 2.000 unidades por ano a partir de 2026, e de THAAD para 400 interceptores por ano, partindo de 96 anteriormente.
- Em 2025, já havia entregue 191 jatos F-35, recorde, segundo a companhia, enquanto o ambiente geopolítico global segue mais tenso devido a conflitos e guerras em curso.
Lockheed Martin elevou nesta quinta-feira sua projeção para 2026, apontando receita entre 77,5 bilhões e 80 bilhões de dólares e lucro por ação entre 29,35 e 30,25 dólares, acima das expectativas de analistas. A empresa sediada em Maryland citou demanda contínua por caças e sistemas de armas.
A gigante de defesa informou resultados trimestrais com receita de 20,32 bilhões de dólares, ante 18,62 bilhões no mesmo período de 2024. No quarto trimestre, a divisão de mísseis registrou o maior ritmo de crescimento, com 17,8% de alta frente ao ano anterior; a aeronáutica subiu 6,4%.
Acordos com o DoD e produção ampliada
A Lockheed mantém contratos com o Departamento de Defesa dos EUA para aumentar a produção de interceptores Patriot PAC-3 para 2.000 unidades anuais, versus 600 previamente. Também anunciou acordo para ampliar para 400 interceptores THAAD por ano, de 96 anteriormente.
Desempenho por segmento e entregas de 2025
A área de mísseis, responsável pelo sistema Patriot, teve crescimento robusto no ano, contribuindo para o desempenho geral. Em janeiro, a empresa informou a entrega recorde de 191 caças F-35 em 2025, frente a 110 em 2024, reforçando o papel do F-35 no portfólio.
Contexto geopolítico
Especialistas apontam que tensões globais, incluindo conflitos no Oriente Médio e a guerra Rússia-Ucrânia, têm impulsionado a demanda por defesa. Em janeiro, o governo dos EUA autorizou medidas que afetam retornos de capital de empresas de defesa, tema citado em divulgações setoriais.
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